14/02/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido Comunista
OPINIÃO POLÍTICA
Por Catarina Dias (Militante do PCP)
Perante esta catástrofe, o Governo PSD/CDS levou cinco dias a anunciar medidas de apoio às populações e às empresas afetadas pela tempestade.
Foram cinco dias em que populações, empresas e autarquias foram deixadas à sua própria sorte.
O anúncio de 2500 milhões de euros para fazer face aos estragos causados pela tempestade é tardio e insuficiente, face ao cenário catastrófico que está à vista de todos.
Há dezenas de milhares de casas danificadas. Os 10 mil euros de apoio que o Governo apresentou para reconstrução de habitações são também insuficientes e vão ficar, em muitos casos, aquém dos prejuízos.
Mais de 15 dias passados, são ainda muitos milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica. A previsão, avançada pelo presidente da E-Redes, é que no final do mês de Fevereiro seja possível o restabelecimento da energia elétrica para a maioria da população.
Quando temos a rede de produção e distribuição de energia nas mãos dos grandes grupos económicos, estes serviços essenciais passam a servir os interesses privados e não os interesses nacionais.

É necessário o investimento e controlo público para que o Estado seja capaz de dar respostas mais céleres em casos semelhantes. Para intervir de forma rápida, o Estado tem de ter na sua posse as ferramentas necessárias, os setores fundamentais, para poder intervir.
As consequências das privatizações e do desmantelamento dos serviços sentem-se especialmente nestes momentos mais difíceis.
O Governo anunciou também o recurso ao lay-off simplificado, que pressupõe perda salarial, uma vez que os trabalhadores deixam de receber a totalidade do salário. O que se impunha era a criação de condições, em articulação com as empresas, que permitissem assegurar o pagamento integral dos salários, sem prejudicar aqueles que mais necessitam de apoio neste momento.
Perante esta situação, o PCP logo abriu o seu centro de trabalho na Marinha Grande para prestar auxílio à população, mobilizando os militantes do Partido e constituindo equipas de resposta.
Foram muitos os camaradas e amigos do Partido que se chegaram à frente num momento particularmente difícil, mas também muitos aqueles sem filiação partidária que se mostraram dispostos a ajudar.
Num momento particularmente difícil, ficou provado que quando o Estado falha, é a solidariedade e a entreajuda que prevalece.
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