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Gazeta Paços de Ferreira

14/02/2026, 0:00 h

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Tempestade Kristin: a demora do Governo e a força da solidariedade

Opinião Opinião Politica Partido Comunista

OPINIÃO POLÍTICA

Foi no passado dia 28 de Janeiro que a tempestade Kristin atingiu Portugal, provocando efeitos devastadores no centro do país e, em particular, no distrito de Leiria.

Por Catarina Dias (Militante do PCP)

 

Perante esta catástrofe, o Governo PSD/CDS levou cinco dias a anunciar medidas de apoio às populações e às empresas afetadas pela tempestade. 

 

Foram cinco dias em que populações, empresas e autarquias foram deixadas à sua própria sorte. 

 

O anúncio de 2500 milhões de euros para fazer face aos estragos causados pela tempestade é tardio e insuficiente, face ao cenário catastrófico que está à vista de todos. 

 

Há dezenas de milhares de casas danificadas. Os 10 mil euros de apoio que o Governo apresentou para reconstrução de habitações são também insuficientes e vão ficar, em muitos casos, aquém dos prejuízos.

 

Mais de 15 dias passados, são ainda muitos milhares de pessoas sem acesso à energia elétrica. A previsão, avançada pelo presidente da E-Redes, é que no final do mês de Fevereiro seja possível o restabelecimento da energia elétrica para a maioria da população. 

 

Quando temos a rede de produção e distribuição de energia nas mãos dos grandes grupos económicos, estes serviços essenciais passam a servir os interesses privados e não os interesses nacionais. 

 

 

 

 

É necessário o investimento e controlo público para que o Estado seja capaz de dar respostas mais céleres em casos semelhantes. Para intervir de forma rápida, o Estado tem de ter na sua posse as ferramentas necessárias, os setores fundamentais, para poder intervir. 

 

As consequências das privatizações e do desmantelamento dos serviços sentem-se especialmente nestes momentos mais difíceis.

 

O Governo anunciou também o recurso ao lay-off simplificado, que pressupõe perda salarial, uma vez que os trabalhadores deixam de receber a totalidade do salário. O que se impunha era a criação de condições, em articulação com as empresas, que permitissem assegurar o pagamento integral dos salários, sem prejudicar aqueles que mais necessitam de apoio neste momento.

 

Perante esta situação, o PCP logo abriu o seu centro de trabalho na Marinha Grande para prestar auxílio à população, mobilizando os militantes do Partido e constituindo equipas de resposta. 

 

Foram muitos os camaradas e amigos do Partido que se chegaram à frente num momento particularmente difícil, mas também muitos aqueles sem filiação partidária que se mostraram dispostos a ajudar. 

 

Num momento particularmente difícil, ficou provado que quando o Estado falha, é a solidariedade e a entreajuda que prevalece.

 

 

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