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Gazeta Paços de Ferreira

14/02/2026, 0:00 h

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O Vale do Sousa e o País disseram "não" ao populismo

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OPINIÃO POLÍTICA

A eleição de António José Seguro como Presidente da República não foi apenas uma vitória pessoal; foi a preservação da democracia. Pela segunda vez numa volta decisiva, os portugueses traçaram uma linha vermelha intransponível ao populismo.

Por Tiago Silva (Membro do Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do Partido Socialista)

 

Esta rejeição foi sentida também aqui, no Vale do Sousa. De Felgueiras a Lousada, de Paços de Ferreira, a Paredes e Penafiel, a voz da nossa região uniu-se a um sentimento nacional: a de que a nossa identidade não se revê no insulto ou na fratura social. O Vale do Sousa, terra de gente trabalhadora e pragmática, provou que sabe distinguir o protesto da governação, escolhendo a estabilidade que Seguro representa.

 

Ficou claro, mais uma vez, que a maioria dos portugueses não quer André Ventura na Presidência, como não o quereria como Primeiro-Ministro ou em qualquer cargo de alta responsabilidade política. O país enviou uma mensagem clara: Ventura é aceite apenas como líder do Chega, no seu reduto de retórica agressiva, mas é liminarmente rejeitado para representar o Estado. O seu teto político ficou hoje definitivamente confinado às paredes do seu próprio partido.

 

 

 

 

Ao conferir o cargo mais alto da nação a António José Seguro, o eleitorado preferiu a moderação e a experiência à demagogia. Numa Europa fustigada por extremismos, Portugal reafirmou-se como um porto de abrigo dos valores de Abril. No dia 8 de Fevereiro de 2026, não escolhemos apenas um Presidente; escolhemos o tipo de país que queremos continuar a ser: um Portugal que respeita as instituições, que privilegia o diálogo e que rejeita o ódio como ferramenta política. Aproveito para expressar a minha solidariedade às regiões afetadas pela depressão Kristin.

 

 

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