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Gazeta Paços de Ferreira

05/02/2026, 21:33 h

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PCP contra Protocolo Câmara- Hospital privado Os Lusíadas

Munícipio Região Saúde

Centros de Saude devem prestar esses serviços de saude.

A solução passa  por uma rede de proximidade em horário alargado para as situações mais ligeiras, a partir dos centros de saúde, com a contratação dos profissionais e equipamentos necessários.

A Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do PCP tomou conhecimento da decisão da Câmara Municipal (PS) de canalizar mais de 380 mil euros para financiar consultas no Hospital Lusíadas, uma unidade privada.

Esta medida, que a autarquia justifica com as reconhecidas insuficiências do Hospital Padre Américo e dos centros de saúde, representa uma cedência inaceitável ao desinvestimento no SNS e uma normalização da sua substituição por privados.

 

O PCP considera que o papel da Câmara não é usar dinheiros públicos para alimentar lucros privados, mas sim exigir ao Governo os investimentos há muito necessários na ULS do Tâmega e Sousa, como a concretização do Plano de Capacitação da ULS Tâmega e Sousa, apresentado pelo PCP durante a discussão do Orçamento de Estado.

 

Estes 380 mil euros fazem falta para investir em escolas, saneamento, rede viária ou apoio social. O seu desvio para o setor privado retira investimento de áreas vitais e contribui para o enfraquecimento do SNS, ao validar a sua incapacitação programada.

 

O PCP denuncia que este protocolo é a expressão local da política de subfinanciamento crónico do SNS levada a cabo por sucessivos governos, com o atual à cabeça. O Governo não investe o que é necessário na saúde pública do concelho e a Câmara, em vez de liderar a luta por esses meios, torna-se conivente ao assumir as suas responsabilidades com dinheiro do município, aliviando a pressão sobre o poder central.

A solução não passa por remendos que transferem utentes e verbas públicas para privados, como esta experiência de um ano ou a que já ocorreu no ano passado. A solução passa por uma intervenção estrutural e urgente, que o PCP exige há muito:

  1. Um Plano de Capacitação imediato para a ULS Tâmega e Sousa, com expansão e apetrechamento dos Hospitais Padre Américo e São Gonçalo, e reabertura de serviços.
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  4.  Uma rede de proximidade em horário alargado para as situações mais ligeiras, a partir dos centros de saúde, com a contratação dos profissionais e equipamentos necessários.
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  7.  Reforço significativo do financiamento público do SNS, invertendo a política de asfixia orçamental.

O PCP apela à população e aos trabalhadores para que se unam na exigência de um SNS forte, público e universal. A saúde é um direito, não um negócio.

PCP

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