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Gazeta Paços de Ferreira

14/03/2026, 11:02 h

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Sobre ter sede de poder

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OPINIÃO POLÍTICA

Paços de Ferreira vive mais um momento histórico, mas a política local acaba de revelar a sua face mais obscura. Recentemente, a Assembleia Municipal debateu o Orçamento para 2026, um documento recorde de 88,5 milhões de euros, o maior de sempre da nossa história. No entanto, perante a oportunidade de ouro para o concelho, a bancada do PSD votou contra.

Por Tiago Silva (Membro do Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do Partido Socialista)

 

Este "não" é um golpe direto do Partido Social Democrata aos pacenses. Como é possível rejeitar um plano que coloca a Habitação e a Educação no topo das prioridades? Estamos a falar de investimentos cruciais no programa "1.º Direito", na requalificação de bairros como Arreigada e Penamaior, e em novas bolsas de estudo para o ensino superior. Ao votar contra, o PSD não está a exercer uma oposição construtiva. Sim a demonstrar uma sede de poder que cega qualquer sentido de responsabilidade pública.

 

Fica a pergunta: será que o nosso concelho quer voltar aos tempos dos compadrios e interesses imobiliários? A atitude da oposição sugere que sim. É lamentável que o PSD não consiga distinguir os interesses coletivos do município da sua própria estratégia de sobrevivência política. Foram os presidentes de junta a votar a favor para não bloquear fundos vitais do PRR e do Portugal 2030.

 

A verdade está à vista de todos, enquanto o executivo trabalha para captar fundos comunitários e modernizar o território, o PSD prefere o bloqueio institucional. Esta postura não é apenas um erro político, é um desrespeito por quem paga impostos e espera ver o seu concelho na linha da frente da região. Não podemos permitir que o egoísmo de alguns trave a ambição de muitos.

 

Queremos progresso para Paços de Ferreira, não um retrocesso aos tempos das influências obscuras. Lamentável.

 

 

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