06/09/2026, 21:01 h
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Decathlon Liga Pro da AF Porto
Freamunde assina reviravolta em tarde de emoções
Decathlon Liga Pro da AF Porto
1ª Jornada
SC Freamunde, 4 – Aparecida FC, 2
Jogo no Estádio Sport Clube de Freamunde
Árbitro: Pedro Vieira Auxiliares: Jorge Silva e David Silva.
SC Freamunde: Nico, Paulinho, Ruben Leal (João Rosário, 45’), Jorge Vilela, Xicão (João Gabryel, 67’), Figueiredo, Edu Santos, Nani (Meireles, 67’), Edu Leal (Guzman, 74’), Diogo Dias e Russel (Vitinha, 67’).
Treinador: Antunes
Aparecida FC: Brandão, Bacar, Rui Cunha (Carlos Monteiro, 71’), Flecha, Sarpong, Edmilson, Baldé (Sissé, 60’), Bujanda, Marco (Rodri, 78’), João Vítor e Parreco (Edvânio, 60’).
Treinador: José Oliveira
Ao intervalo: 0 - 1
Marcadores: Edu Leal (48’), Edu Santos (64’), Vitinha (74’) e Meireles (81’); Edmilson (5’) e Carlos Monteiro (77’)

Numa tarde de calor intenso, o SC Freamunde iniciou o campeonato da maior divisão da AF Porto frente ao Aparecida FC, com sentimentos distintos vindos da última época. Os capões festejaram a subida de divisão com o tricampeonato, enquanto os homens da Vila Mítica sofreram o amargo paladar da descida do Campeonato de Portugal de regresso aos distritais
Apesar de a estatística dar vantagem ao Freamunde, com quatro vitórias azuis em cinco jogos, o jogo de hoje era de resultado imprevisível, porque os dois conjuntos reforçaram-se bastante.
De forma a querer mudar a história destes confrontos, o Aparecida, comandado por José Oliveira, entrou na melhor forma: Edmilson, após um canto, aproveitou para marcar num lance muito confuso na pequena área do guarda-redes Nico.
Não era o início que Antunes augurava, mas a equipa manteve o foco inicial e passou a dominar a partida. Pouco depois, Nani rematou forte, mas à figura de Brandão. O Freamunde estava melhor em campo, mas não criava real perigo. Perto do final da primeira parte, Russel isolou-se e, ao rematar, foi travado por um adversário, ficando os freamundenses a pedir grande penalidade.
A intervenção de Antunes ao intervalo e a entrada de João Rosário — antigo jogador do Aparecida, vindo do Sousense — mudaram a partida, com os capões a regressarem do descanso determinados a vencer.

Após o apito do juiz Pedro Vieira, Nani descobriu Edu Leal, e este fez o golo do empate, muito festejado pelos adeptos do Freamunde, que encheram por completo a bancada principal.
O Aparecida não baixou os braços e, de novo no seguimento de um canto, Parreco, na sobra quase marcou. O susto passou, mas a determinação não. Assim, Diogo Dias, muito mexido pelo lado direito, furou até à linha e assistiu Edu Santos, e o capitão concretizou o segundo golo dos capões.
Embalados pela cambalhota no marcador, Vitinha subiu mais alto num pontapé de canto e fez, de cabeça, o terceiro golo.
Tudo se encaminhava para uma grande vitória do Freamunde. Contudo, o Aparecida reapareceu na partida após um desacerto do Freamunde, que não conseguiu afastar o esférico, e Carlos Monteiro, com eficácia, fez o segundo dos verde e brancos.
Enquanto os adeptos do Freamunde ficaram receosos, dentro de campo o sentimento era de confiança. Os capões não se intimidaram e Vitinha, de longe, pôs em sentido Brandão na baliza do Aparecida. Baliza essa que iria ser determinante, quando Meireles, solto de marcação, rematou para aquele que seria o quarto golo, mas, ora num poste, ora noutro, a bola simplesmente não quis entrar.
Nada que apoquentasse o Freamunde: na jogada seguinte, João Rosário, da esquerda furou, para o centro do campo e oferece a Meireles nova oportunidade. Desta vez, o médio não se fez rogado e marcou o golo que fixou o resultado final.
Em Freamunde assistiu-se a uma grande partida de futebol, com duas grandes equipas, muitos golos, incerteza no resultado e com muito adeptos. No final, apenas um podia vencer, e essa vitória assentou como uma luva no Freamunde que, não sendo candidato ao título, é um sério candidato a proporcionar grandes tardes de futebol
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