30/03/2023, 0:00 h
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Desporto Pedro Queirós Comentário Desportivo
Comentário Desportivo
Ganhar muitas vezes já não é suficiente para um treinador segurar o emprego. Julian Nagelsmann que o diga.
Nem o facto de ser campeão em título e de estar em todas as frentes nesta época deu razões à administração para ser mais paciente.
É verdade que o Bayern de Munique não está tão dominador como em anos anteriores, mas está apenas a um ponto do primeiro lugar e acabou de afastar o PSG da Liga dos Campeões.
Despedir o treinador a dois meses e meio do final da época e antes do clássico frente ao Borussia Dortmund não parece nada uma decisão tomada por um clube muito racional e ponderado como o Bayern.
E não foi mesmo.
Julian Nagelsmann soube pelas redes sociais; os jogadores também não sabiam de nada (João Cancelo foi apanhado de surpresa no final do jogo da seleção frente ao Liechtenstein).
É difícil compreender o que leva à saída tão repentina de um treinador, ainda para mais durante uma paragem para jogos de seleções.
Neste caso, é simples: Thomas Tuchel estava livre e o Tottenham tem Antonio Conte preso por arames.
Tuchel era o treinador livre mais bem cotado no mercado. Estava sem clube, porque não se compatibilizou com o projeto do novo dono do Chelsea e acabou por sair.
Esperava-se que só regressasse na próxima época, onde poderia ser disputado por Real Madrid (Ancelotti tem sido associado à seleção brasileira); ao Tottenham ou até regressar ao PSG.
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O problema foi o conflito interno entre Conte e a direção londrina ter subido de tom. O Bayern temeu perder o treinador para o Tottenham e contratou-o agora.
Assim, tudo o que os diretores do Bayern disseram sobre o despedimento de Nagelsmann soou a desculpa esfarrapada.
Quer o pouco desenvolvimento feito com jogadores, quer a época irregular, quer o facto de o treinador ter uma vida social demasiado ativa para aquilo que são os padrões do clube. Nada faz sentido quando faltam dois meses e meio e se é favorito a ganhar tudo.
Certo é que Tuchel já não foge e que Nagelsmann, que só tem 35 anos, e começou a dar nas vistas no Hoffenheim, onde ganhou a alcunha de “baby Mourinho” já vai aquecer o mercado de treinadores para a próxima época.
O Bayern meteu a primeira moeda, venha de lá essa voltinha.
Pedro Queirós
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