14/06/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Joaquim António Leal
Quem dera que o nariz também crescesse a certas pessoas sempre que tentam iludir os outros com promessas, que não têm intenção de cumprir!
Certamente já adivinharam que estou a pensar particularmente nos políticos, ou não fossem eles que mais interferem na nossa qualidade de vida. Ouve-se dizer que eles são todos iguais, uns mentirosos, uns sem vergonha, e que só tratam da sua vidinha e dos seus.
Mas eu, mais moderado, não vou tão longe, pois acredito que sempre haverá uma meia dúzia deles, que falam verdade e que têm boas intenções.
Ao longo dos tempos, já vi políticos-candidatos, membros de governos prometerem acabar com a corrupção, e, no fim, envolverem-se numa teia de casos tão duvidosos que ninguém acredita que tenham andado por ali sem meterem a mão. Desculpem-me se exagero, mas às vezes até penso que quem faz as leis as faz propositadamente de feição.

De vez em quando observo, na Assembleia da República, uns parlapatões berregas que juram que vão pôr ordem nisto tudo, e vai-se a ver, nenhum outro grupo tem tantos suspeitos a contas com a justiça, seja em desvios de malas, em casos de violência e pedofilia, etc.
Não é que outros parlamentares sejam tão puros e inocentes como já possam estar a imaginar, mas (bolas!), tantos casos e tão seguidos francamente não consigo encontrar. Aumentassem-lhes os narizes durante as campanhas eleitorais e, estou certo, não seriam tantos a berrar no arraial.
Mas vamos ao nosso Primeiro, pois é esse que tira dos bolsos de uns e mete nos de outros, sempre em nome duns superiores interesses, que nunca entendi nem virei a entender.
Mas digam-me lá, não seria bom que dispuséssemos dum sistema eleitoral que nos mostrasse o tamanho dos narizes dos candidatos antes de fazermos a nossa escolha? Por exemplo, quando antes do ato eleitoral o nosso atual Primeiro garantiu que acabaria com os problemas da saúde e da falta de médicos em 60 dias, ver-lhe íamos o nariz aumentar um palmo; e quando disse que pretendia melhorar a vida dos trabalhadores, tendo já na manga a alteração do Código do Trabalho, o seu nariz necessitaria duma luzinha na ponta para sinalizar a sua presença tão mais à frente que o resto do rosto.
Depois do sinal inequívoco do efeito Pinóquio, quem votasse no dito cujo, votaria em consciência.
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