O Fim da Hesitação na Ucrânia

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Os recentes e brutais bombardeamentos contra a rede energética da Ucrânia, lançados num momento em que o inverno aperta, são mais do que um crime de guerra; são a prova cabal de que a estratégia de "sangria lenta" falhou.

Por Tiago Silva (Membro do Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do Partido Socialista)

 

Olhamos para o leste e vemos um impasse trágico: uma guerra de atrito que devora gerações sem alterar significativamente as linhas da frente, enquanto o Ocidente assiste, paralisado pelo medo da escalada.

 

Chegou o momento de dizer o que muitos pensam, mas poucos verbalizam: é imperativo impor um cessar-fogo definitivo. A continuidade deste massacre, em nome de uma reconquista territorial total que parece cada vez mais distante a curto prazo, tornou-se moralmente insustentável. A paz não se alcança com pombas brancas frente a tanques, mas com uma demonstração de força inegável.

 

Para que a Rússia aceite parar, e cumpra, o Ocidente tem de ter uma mão muito mais pesada. A narrativa, de que estamos a fazer "o máximo", é falsa. O sistema atual do Kremlin adaptou-se, porque nós permitimos brechas.

 

A Rússia continua a financiar a sua máquina de morte, vendendo recursos através de "frotas fantasma" e importando tecnologia, via terceiros, sob o olhar passivo das democracias.

 

É urgente que a Europa e os EUA abandonem a sua timidez crónica. Precisamos de uma asfixia económica real, com sanções secundárias, automáticas e impiedosas, contra qualquer entidade, seja chinesa, indiana ou turca.

 

A nossa hesitação atual apenas prolonga a agonia de um povo e adia o inevitável.

 

Aproveito a oportunidade para desejar a todos os leitores um Feliz Natal.

 

 

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