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Gazeta Paços de Ferreira

28/04/2026, 14:33 h

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Kristina exige Regionalização

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As calamidades não se combatem com palavreado barato.

Três meses depois, os falhanços revelados  pela tempestade Kristin devem servir  para uma reflexão de fundo, que está  rigorosamente explicada no texto publicado em 19 de Abril no Público, por  António Augusto Fernandes.

 

Frequentemente tem sido feita uma  abordagem superficial da necessidade prevista na Constituição da existência de um poder intermédio entre o poder central e o autárquico, para tratar de  problemas como abastecimentos de água , saneamento, rede viária e grandes estruturas de uso público ou mesmo do aproveitamento racional da produção cultural.

 

Medos menores, como o da multiplicação de “tachos” para os boys, impedem a racionalização da análise e levaram a uma paralisia  que impediu a implementação da Regionalização, que já  custou muito cara ao país; esquecem-se os adversários da Regionalização que as estruturas e respetivos encargos já existem nas atuais Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais-CCDR, faltando contudo atribuir-lhe o poder de decisão, que a distribuição de milho aos pombos pelos concelhos não consegue substituir, deixando para o monstro centralista a parte de leão.

 

Como diria o velho Solnado, se a estupidez pagasse imposto, estaríamos todos carimbados. É tempo de agir, cumprindo a Constituição original,  em vez de continuar a explorar a falha artificialmente introduzida no sistema (exigência dum referendo sobre a Regionalização): as calamidades não se combatem com palavreado barato.

 

José Cavalheiro  

 

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