18/01/2026, 0:00 h
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Cultura Opinião Abílio Travessas
CULTURA
Por Abílio Travessas (Colunista e Professor aposentado)
E contratavam-nos. Davam-lhes responsabilidades, reconhecendo as suas competências. Castela mas também a França e os reis ingleses.” ( Amândio J M Barros – Magalhães ou o princípio do mundo; História, Jornal de Notícias). Dias de Solis, era navegador português ao serviço de Castela, morto pelos autóctones no grande estuário do Rio da Prata, ainda antes de Magalhães, ao explorar uma passagem para o Pacífico. Fugira para Castela ao ser indiciado pela morte da mulher. Mesmo o condestável, invencível nas lutas contra Castela, companheiro do rei D. João I, ameaçou pôr-se ao serviço do ex-inimigo, ao serem-lhe negadas regalias de senhor feudal.
Da autoria de J Alves Gaspar e Sima Katalic, este livro de grande beleza, analisa os mapas anteriores à viagem de Magalhães, com destaque para aquele que, muito provavelmente, usou para apresentar o projecto a Carlos V, mas também os mapas subsequentes à sua epopeia marítima.
Respiguei do livro sínteses que valem a transcrição:
- a expedição liderada por Fernão de Magalhães constitui um monumento à criatividade e engenho humano;
- nela se revelou a genialidade do navegador português, a sua força empreendedora, a sua ousadia, determinação e liderança;
- demonstram uma façanha náutica que, na perspectiva contemporânea da história, se credita como a maior e mais fascinante de todas as proezas humanas;
- tal legado constitui, ainda hoje, um verdadeiro património da humanidade de valor universal;
- propunha ao imperador do Sacro Império Romano Germânico chegar às Molucas navegando para o Ocidente;
- sólidos argumentos científicos de Magalhães convenceram o monarca espanhol, bem mais do que a sua convicção.
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