11/06/2026, 21:27 h
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OPNIÃO
“Foi diante do Atlântico que aprendemos a olhar mais longe” afirmou Seguro nos Açores, no discurso na Cerimónia Militar do Dia de Portugal..“… é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades e deveres, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico. Sempre no respeito mútuo do que está assumido, seja com um país, seja com a comunidade internacional e a Carta das Nações Unidas. E na minha perspetiva, uma situação não está dissociada das outras.”
Sim , quando somos governados por quem não aprendeu a olhar mais longe e troca a dignidade pela máquina de calcular, procurando um saldo positivo para o momento, a alusão, ainda que velada, á cedência da base das Lajes para ser usada à vontade dos desvarios do gang da sala oval, cedência óbvia de soberania e amnésia do Direito Internacional, que inclusive causaram admiração e público elogio do pouco recomendável Marco Rubio, essa pequena alusão, dá-nos uma réstia de esperança de que entre quem nos governa, ainda haja quem pense que nem tudo está à venda.
José Cavalheiro
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