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Gazeta Paços de Ferreira

20/07/2023, 0:00 h

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"Desvendando os segredos dos fungos: o poder da psilocibina no tratamento da depressão"

Cultura

OPINIÃO

Os fungos, seres muitas vezes subestimados e até mesmo temidos, têm um papel fundamental na sustentação e contribuição para a vida na Terra. Eles desempenham funções essenciais na decomposição de matéria orgânica, na ciclagem de nutrientes e na manutenção do equilíbrio ecológico. No entanto, sua importância vai para além disso.

Zé Carlos Taipa

 

 

Caro leitor,

 

Hoje, quero partilhar convosco um assunto  controverso que desperta particularmente o meu interesse. Depois de ter tido uma experiência com o uso da DMT - Dimetiltriptamina, conhecido também como a molécula do espírito, em plena selva Mexicana e com acompanhamento profissional, despertou em mim uma imensidão de perguntas às quais não tinha respostas.

 

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Tais questões, fizeram-me pesquisar e descobrir o fascinante mundo que tem revolucionado o campo da saúde mental: o uso da psilocibina, substância encontrada em certos tipos de fungos, no tratamento da depressão. Esta abordagem terapêutica tem mostrado resultados promissores e merece a nossa atenção e consideração.

 

Os fungos, seres muitas vezes subestimados e até mesmo temidos, têm um papel fundamental na sustentação e contribuição para a vida na Terra. Eles desempenham funções essenciais na decomposição de matéria orgânica, na ciclagem de nutrientes e na manutenção do equilíbrio ecológico. No entanto, sua importância vai para além disso.

 

 

 

Estudos recentes têm revelado que certos fungos contêm uma substância chamada psilocibina, que possui propriedades psicodélicas e pode ser utilizada como uma ferramenta terapêutica no tratamento da depressão. A psilocibina tem mostrado resultados promissores na redução dos sintomas depressivos, proporcionando uma experiência profunda de introspecção e conexão emocional.

 

É importante ressaltar que o uso da psilocibina como tratamento da depressão deve ser realizado sob supervisão médica e em um ambiente controlado. A terapia assistida por psilocibina tem se mostrado eficaz na promoção de insights, na ampliação da consciência e na redução da ansiedade e do estresse.

 

 

 

 

Além dos benefícios terapêuticos, os fungos também desempenham um papel crucial na sustentabilidade do nosso planeta. Eles são responsáveis pela decomposição de matéria orgânica, pela formação de micorrizas que auxiliam no crescimento das plantas e pela produção de antibióticos naturais que combatem doenças.

Diante dessas descobertas, é fundamental que a sociedade como um todo abra espaço para o diálogo e a pesquisa sobre o uso terapêutico da psilocibina. Devemos superar os estigmas e preconceitos associados aos fungos e explorar o seu potencial para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de depressão.

 

 

 

 

É importante ressaltar que a psilocibina não é uma solução mágica, mas sim uma ferramenta que pode auxiliar no processo terapêutico. É necessário um acompanhamento profissional adequado e uma abordagem integrativa, que considere também outros aspectos da saúde mental.

Convido a todos a se informarem e a apoiarem pesquisas e iniciativas que visam explorar o potencial terapêutico dos fungos e da psilocibina. Vamos abrir as nossas mentes para novas possibilidades e contribuir para uma sociedade mais empática, que procura soluções inovadoras para os desafios da saúde mental.

 

 

 

Que possamos valorizar e respeitar a incrível diversidade da vida na Terra, reconhecendo o poder dos fungos e o seu potencial para curar, sustentar e contribuir para um mundo melhor.

 

Mais se acrescenta que embora este tema me suscite particular interesse não é de todo minha intenção incentivar ao uso sem supervisão profissional, mas é sim do meu interesse divulgar para assim contribuir para alargar os vossos horizontes!

 

 

 

 

Deixo aqui o documentário para poderem ver mais: “Fungos Fantásticos” realizado por Louie Schwartzberg e a série documental “Como Mudar a Sua Mente” onde o autor Michael Pollan nos guia numa exploração pela história das utilizações de psicadélicos como o LSD, a psilocibina, o MDMA e a mescalina.

 

Zé Carlos Taipa

Espaço Ocupar

 

 

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