21/02/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Ricardo Jorge Neto
Em 1866, o pequeno país do Liechtenstein envolveu-se na guerra austro-prussiana, apoiando os austríacos. A máxima ajuda que conseguiu foi um contingente de 80 soldados, que foram enviados para uma zona de fronteira com a Itália! Felizmente o pequeno exército ficou num local montanhoso, que foi poupado durante a guerra.
Com o fim da guerra, os homens regressaram ao seu país, e ao chegaram a casa, os seus conterrâneos deparam-se com algo invulgar, dos 80 homens enviados, tinham regressado 81…
Um italiano tinha gostado tanto da camaradagem e da simpatia daqueles homens, que decidiu juntar-se a eles! E foi também desta forma que António José Seguro alcançou Belém!
Partiu para a batalha quase sozinho, mas pelo caminho foi conquistando pela positiva a confiança dum português e depois mais outro...
De Norte a Sul, o contingente que não perdia ‘’soldados’’ foi vendo naquele homem, que parecia abandonado e por vezes desacreditado pelos seus pares, uma esperança na democracia e na liberdade!

Na primeira grande batalha, e para surpresa de todos, Seguro venceu! Mas nada estava garantido para a segunda e derradeira batalha, contra o autodesignado homem do ‘’anti-sistema’’, que vive dele como ninguém!
Na grande batalha final, o vencedor claro, não foi André Claro Ventura, mas sim António José Seguro, o 21º Presidente da República e o sétimo após o 25 de Abril de 1974.
Um dos maiores trunfos do novo presidente foi a sua postura conciliadora e não agressiva, tratando todos os portugueses, sem excepção, de forma respeitosa e igual.
E acima de tudo não caiu no campo do insulto!
Seguro soube resguardar-se do ímpeto da afronta do seu adversário e com seriedade colocou-o em posições difíceis, como pedir-lhe a apresentação de uma forma de nomeação do procurador-geral da República, e aí Ventura patinou de forma aparatosa, propondo uma nomeação corporativista, onde o voto popular não teria qualquer função…
Valeu a António José Seguro a sua estratégia de não ser o tigre da fábula do Tigre e do Abutre.
Conta-se que um dia, o abutre chegou perto do tigre e disse-lhe que a relva era azul. O tigre ficou indignado com tal mentira e ripostou, afirmando que a relva era verde!
Contudo, o abutre continuou a dizer que era azul e o tigre, bastante agastado, continuou afirmando o inegável, a relva é verde!
Decidiram então procurar o rei leão, para que este julgasse este caso.
O leão ouviu as duas partes e decidiu que o abutre tinha razão e puniu o tigre! O abutre ficou radiante, enquanto o incrédulo tigre questionou o leão:
- Sua Majestade, por que me puniste?
- Tu sabes que a relva é verde! A tua punição nada tem a ver com a relva! Foste punido, porque não posso aceitar que alguém, corajoso e inteligente como tu, perca tempo a discutir com um abutre…
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