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Gazeta Paços de Ferreira

23/12/2023, 0:00 h

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As culpadas

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Mais um ano que se aproxima do seu término e, ao fazer uma breve retrospetiva, observamos uma série de acontecimentos marcantes, que direta ou indiretamente tiveram impacto na sociedade e nas nossas vidas em particular.

Por Célia Santos (Espaço Ocupar)

CULTURA

 

 

As alterações climáticas com manifestações extremas, mais um conflito no mundo, a instabilidade económico-financeira e social, os refugiados e as crises migratórias, são apenas alguns dos exemplos a apontar. Contudo, há dados e estudos que demonstram que as consequências destes acontecimentos têm um peso maior sobre as mulheres, e isto deve-se essencialmente às desigualdades, que ainda persistem e que as empurram para contextos de fragilidade.

 

 

Podemos enumerar alguns dos pontos desiguais na nossa sociedade e um pouco por todo o mundo, como a desigualdade salarial, a dificuldade da progressão na carreira, serem limitadas ao papel de cuidador, sofrerem discriminação no contexto social ou profissional, negarem-lhes direitos e acesso à educação, entre outros.

 

 

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Todavia, entre estes exemplos apresentados, há algo que se destaca: os números alarmantes de violência sobre as mulheres, como o abuso, a violação, o assédio. Este ano, segundo dados da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), em Portugal até novembro, 18 pessoas morreram vítimas de violência doméstica, das quais 14 mulheres.

 

 

O que podemos constatar e refletir com estes dados? Mais um ano que termina e pouco ou nada mudou, se fez ou construiu para uma sociedade mais igual, mais justa, mais segura para as mulheres.

 

 

Através da participação online no clube do livro feminista Heróides, conheci o premiado livro Mulheres Invisíveis da escritora, jornalista e autora Caroline Criado Perez. É um livro inquietante ao expor preconceitos e contextos de discriminação que afetam diariamente a vida das mulheres. “Como os dados configuram o mundo feito para homens” é a frase que se pode ler na capa e no seu interior há exemplos de como, mitos, crenças, ideologias, tradições, conceções culturais, condicionam a natureza livre de se ser mulher.

 

 

Que o próximo ano seja uma nova oportunidade de mudar e construir um lugar melhor, mais seguro e igual para todos e todas.

 

 

O Ocupar – Espaço Cultural deseja a todos os seus seguidores e leitores umas Boas Festas.

 


 

 

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