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Gazeta Paços de Ferreira

10/03/2024, 12:21 h

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A FESTA DO LIVRO, LIVRE

Cultura Manuel Maia Opinião

CULTURA

Sobre o 25.º “Correntes d´Escrita”, verdadeira Festa do Livro na Póvoa de Varzim.

Por Manuel Maia

CULTURA

 

 

Está a decorrer o 25º “Correntes d´Escrita”, na Póvoa de Varzim. Aquilo que começou por ser, em 1999, no tempo do Dr. Macedo Vieira, então Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, pouco mais do que uma Feira do Livro, já com certas nuances de progresso, ou de ir muito mais além, aos poucos foi-se transformando numa verdadeira Festa do Livro. Hoje, cada vez mais livre! Desde logo porque coincide com os 50 anos do 25 de Abril de 1974, a Festa da Liberdade em Portugal e, por outro lado, como tive o ensejo de verificar, este certame é cada vez mais abrangente, com programas e prémios para todas as faixas etárias: desde as crianças de escola, até aos longevos matulos.

 

 

Embora este evento tivesse começado no Sábado, 17/02/2024, no Mercado Municipal, com “VOZES TRANSEUNTES NAS RUAS DA POESIA” e “EXPOSIÇÂO DE FOTOGRAFIA DE RUI OCHOA”, terminando a manhã no Cine-Teatro Garrett com “PÓVOA: HISTÓRIAS DA TERRA”; prosseguiu na Segunda-feira, 19/02, nos Paços do Concelho, Escolas e vários espaços e artérias da Póvoa, espalhando poesia, terminando no Arquivo Municipal com uma exposição sobre “A PÓVOA D’AGUSTINA. No dia 20, decorreu no Diana Bar, Curso de Formação para Professores (programa completo em iniciativas paralelas). Pelas 19h, espectáculo de teatro “A CASA”, na casa de Manuel Lopes. Peça levada a palco por 4 escritores. No dia 21 aconteceu, então, pelas 11H00 a abertura solene no CASINO DA PÓVOA. A apresentação esteve a cargo do Sr. Vereador da Cultura, Dr. Luís Diamantino, que, com o traquejo de quem faz desta Festa já um habitué, conduziu a cerimónia de forma soberba, começando por anunciar os vencedores dos vários Prémios Literários. Terminada esta cerimónia foi-nos dado a oportunidade de visitar, ainda da parte da manhã, a FEIRA DO LIVRO. De tarde, na Sala Principal do Teatro Almeida Garrett, pelas 15H00, “LITERATURA E FILOSOFIA”, conferência de abertura, pelo filósofo José Gil, moderada pelo nosso “conterrâneo” José Carlos de Vasconcelos. Pessoa muito activa, como moderador, nos dias 21 e 22. De resto, diga-se em abono da verdade, grande parte da organização deste certame deve-se ao “nosso” JCV.

 

 

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Infelizmente, compromissos inadiáveis impediram-me de assistir às sessões decorrentes nos dias 21 e 22, ou seja, Quarta e Quinta-feira. Mas na sexta-feira e sábado, isto é, nos dias 23 e 24, “tou cá, tou lá” para assistir a todas as “Mesas” e, como é obvio, adquirir os 6 livros que mais me interessarem como venho fazendo de há 8 anos a esta parte. Claro que uma das coisas que não quero perder é a peça de teatro “A CASA” com Álvaro Laborinho Lúcio, Luís Ricardo Duarte, Raquel Patriarca e Rui Spranger.

 

 

As “CORRENTES d’ESCRITA” tem o seu “epílogo” no dia 26, no Instituto Cervantes, Lisboa, pelas 18H30. Será a “MESA -12, sob o tema: “PORQUE OS OUTROS SE CALAM, MAS TU NÃO”. Participam nesta Mesa: Alana Portero, Alejandro Zambra, Carmen Yáñez, Pilar Adón, Sandro William Junquera. Moderador: Manuel Alberto Valente.

 

 

Serve este último parágrafo para salientar a “Universalidade” destas “CORRENTES”, sobretudo a nível dos países da PALOP e Luso- Ibéricos, com muitos participantes Sul-americanos. Aliás, o 1º prémio, Casino da Póvoa, foi atribuído a Fernanda Melchor, jornalista/escritora, mexicana.

 

 

O símbolo da capa, em forma de oito deitado, significa a “infinitude” destas CORRENTES. Quero dizer: todos sabemos como começou, mas ninguém sabe quando vai terminar. Elas são uma aposta ganha.

 

 

A intervenção do Sr. Presidente da República, por vídeo, teve lugar na Sala dos Embaixadores, cujo tapete é de Beiriz/Póvoa.

 

 

 

 

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