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Gazeta Paços de Ferreira

25/01/2026, 0:00 h

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Ir votar é defender a democracia num mundo em mudança

Opinião Opinião Politica Partido Social Democrata

OPINIÃO POLÍTICA

Publicado na edição impressa n.º 2658 de 15/01/2026 da Gazeta de Paços de Ferreira.

Por Alexandre Costa (Presidente da Comissão Concelhia de Paços de Ferreira do Partido Social Democrata)

 

No próximo domingo somos chamados a exercer um dos direitos mais fundamentais da democracia, o direito de voto. As eleições presidenciais não são um mero ritual democrático, são um momento decisivo para afirmar valores, escolher rumos e garantir estabilidade institucional num tempo marcado por profundas incertezas.

 

Vivemos um contexto internacional particularmente exigente. A guerra na Ucrânia prolonga-se sem uma perspetiva clara de resolução, com impactos diretos na segurança, na economia e na confiança dos cidadãos europeus. Ao mesmo tempo, assistimos à imprevisibilidade da administração de Donald Trump, um fator adicional de instabilidade num sistema internacional já pressionado por conflitos, tensões comerciais e redefinição de alianças estratégicas.

 

Perante este cenário, Portugal não está isolado. Também a nossa realidade política interna mudou de forma significativa. O fim do bipartidarismo trouxe maior pluralidade, mas também maior fragilidade governativa. Os próximos governos serão, muito provavelmente, mais dependentes de equilíbrios delicados na Assembleia da República, com desafios acrescidos ao nível da estabilidade e da sustentabilidade política.

 

 

 

 

É precisamente neste contexto que a figura do Presidente da República assume uma importância central. Precisamos de um Presidente capaz de mediar, de ouvir, de compreender a nova realidade política nacional e de exercer com equilíbrio e responsabilidade a magistratura de influência que a Constituição lhe confere. Um Presidente que seja fator de estabilidade, de moderação e de credibilidade, tanto interna como externamente.

 

Por estas razões, o meu voto será em Marques Mendes. Considero-o o candidato mais bem preparado para exercer a magistratura necessária num mundo que, tal como Portugal, mudou profundamente nas últimas décadas. Pela sua experiência política, pela sua capacidade de análise, pelo seu sentido institucional e pela clareza com que compreende os desafios do presente e do futuro.

 

No próximo domingo, votar é um dever, mas sobretudo é um ato de confiança no futuro de Portugal.

 

 

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