28/02/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido Comunista CRISTIANO RIBEIRO
OPINIÃO POLÍTICA
Por Cristiano Ribeiro (Médico e Militante do PCP)
Hoje é um dia de referência. Quatro anos de Guerra no Leste Europeu. Talvez por isso seja necessário refletir em formas de encontrar uma solução pacífica negociada. Não me parece contudo ser possível tal agora. O embaixador russo em Portugal em entrevista ao Jornal de Notícias de 22 de fevereiro de 2026 reafirmou as teses principais da “operação militar especial”, as linhas vermelhas russas para qualquer negociação: desnazificação e desmilitarização da Ucrânia, garantia de segurança nacional da Rússia, não adesão à NATO, proteção da população russófona do Dombass e não só, eleições presidenciais na Ucrânia restante. Aqui chegados, só narrativas e ilusões.
A Ucrânia não vai ganhar qualquer guerra com a Rússia, independentemente das verbas canalizadas para material de guerra, da presença mais ou menos discreta de conselheiros militares ou tropas no terreno da NATO, independentemente da propaganda obsessiva que inunda o território mediático ocidental. As visitas de líderes europeus a Kiev, as digressões de Zelensky, as sanções, as catalogações unilaterais de heróis, os crimes de guerra de ambos os lados, não escondem duas coisas: o sofrimento de populações civis em ambos os lados do conflito e a realidade dos mortos e feridos militares que preenchem cemitérios recém construídos. Sei que vai ser difícil a muitos concluir que em fevereiro de 2014, com o golpe do Maidan, se culminou e acelerou um processo perigoso de confrontação geoestratégica.
Não tendo havido bom senso, resta esperar pelo fim. Um final desastroso para o Direito Internacional. E figurinhas e figurões passarão para trás do biombo da História.
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