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Gazeta Paços de Ferreira

25/01/2026, 0:00 h

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Celebrar a democracia, fortalecer a cidadania

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OPINIÃO POLÍTICA

Publicado na edição impressa n.º 2658 de 15/01/2026 da Gazeta de Paços de Ferreira.

Por Célia Carneiro (Presidente de Mulheres Social Democratas de Paços de Ferreira)

 

Assinalam-se este ano 50 anos das primeiras eleições presidenciais realizadas em liberdade em Portugal.

 

Meio século depois, este marco histórico representa mais do que uma data simbólica: é um lembrete do caminho percorrido, é um momento fundamental da consolidação democrática e um convite à reflexão sobre o caminho percorrido e os desafios que hoje se colocam à participação cívica.

 

As eleições presidenciais de 1976 foram determinantes para a afirmação do regime democrático ainda jovem. Num país ainda em processo de transformação, permitiram aos cidadãos exercer, de forma livre e consciente, o direito de escolher o Presidente da República, reforçando a legitimidade das instituições e a confiança no sistema democrático.

 

Foram eleições fundadoras, que ajudaram a estabilizar o sistema político e a dar confiança a uma sociedade em profunda transformação.

 

 

 

 

Cinquenta anos depois, vivemos numa democracia consolidada, mas também mais exigente. A participação cívica enfrenta novos desafios, a confiança nas instituições nem sempre é garantida e o afastamento de alguns cidadãos da vida política é uma realidade, que não pode ser ignorada.

 

Recordar estes momentos fundadores é um ato de responsabilidade democrática.

 

A democracia constrói-se, antes de mais, com a participação dos cidadãos. O voto, enquanto expressão maior da vontade popular, é um direito conquistado e um dever cívico que não deve ser desvalorizado. Cada ato eleitoral é uma oportunidade de reforçar a legitimidade democrática e de afirmar o compromisso individual com o futuro coletivo.

 

Assinalar os 50 anos das primeiras eleições presidenciais em Portugal, também em Paços de Ferreira, é afirmar que a democracia não é um dado adquirido. É uma construção permanente, que exige memória, participação e responsabilidade política. Que exista, por isso, vontade para celebrar; não apenas o passado, mas os valores democráticos que continuam a sustentar o presente e a projetar o futuro. Porque a democracia não se comemora apenas em datas redondas. Constrói-se, protege-se e renova-se todos os dias.

 

 

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