27/06/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Celina Pereira
Tive que dizer, “infelizmente a feira do móvel há já algum tempo não é em Paços de Ferreira, foi deslocada para os grandes centros, este ano foi em Lisboa.
Isto levou-me aos primórdios dessa feira, inicialmente na Escola Secundária, e então eis que se criaram as instalações das Associação Empresarial. E pensei, este era um evento que tanta gente atraia ao nosso concelho para ver o que de bom de produz por cá.
Todos os anos as férias de verão terminavam com um evento tão forte que trazia pessoas de Portugal inteiro e mesmo estrangeiros ao nosso Concelho.
Gente que vinha para comprar, gente que vinha de fora para vender os seus produtos e agora nem sinais.
Levou-me ao tempo em que passeava pelos corredores da feira e reparava no orgulho que os nossos comerciantes tinham em mostrar o melhor stand e as suas melhores coleções de móveis.

Pensar que no final da tarde podíamos degustar de uma boa sandes de leitão, ou de presunto com queijo da serra da estrela ou assistir a um espetáculo.
Mas de repente, e sem imaginar porquê, Paços de Ferreira já não acolhe as pessoas que vinham cá especialmente para ter o privilégio de comprar moveis na terra onde são fabricados.
O que aconteceu ao orgulho de sermos A Capital do Móvel? O que faz agora a associação que a representa? Que tristeza ver que esta associação agora tem outros objetivos, será agora só um centro de formação? Onde está a promoção da terra e dos seus associados?
Por incrível que pareça, e mesmo que digam que a deslocação do certame para outros centros foi uma boa opção e questiono se seria a melhor. Quando era realizada cá, trazia desenvolvimento, as pessoas comiam por cá, compravam cá e visitavam a nossa terra. Agora gostaria de saber a projeção que isso traz para Paços de Ferreira.
Pessoas modernas tornaram a Capital do Móvel itinerante, sem o brio de ser Pacense.
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