08/08/2026, 14:29 h
61
Opinião
A velha tática de usar uma operação de diversão está a resultar. A vítima a sacrificar chama -se Luís Neves e serve para distrair as atenções de casos graves como os investimentos milionários na Defesa; enquanto o Zé Povinho anda entretido com um possível desconto no preço duma parede numa casinha no Alentejo, o primeiro ministro gasta por ajuste direto 3,8 mil milhões na compra de 3 fragatas à empresa italiana Fincantieri. Enquanto o número de adjudicações da PJ ao famoso empreiteiro de Barcelos terá correspondido a 8% do número total de contratos, surge a noticia que na Defesa mais de 3000 foram entregues a um número restrito de fornecedores.Já para não falar dos mais de 7 milhões de euros gastos pelo Ministério da Educação no apoio técnico falhado ao sistema nacional de exames, enquanto o ministro se entretinha a desmantelar as equipas competentes do ministério, deixando o Estado desfalcado em competência técnica na mão de empresas privadas.
Afinal, desde que seja passada fatura vale tudo, e conseguir desencravar o disparate do ministério público, que displicentemente mandou destruir produtos químicos em vez de os tentar vender- um “pequeno” disparate que custará mais de cem mil euros”, o voluntarismo é uma atitude irregular e suspeita, mesmo que gratuita.
E assim os casinhos da casinha do ministro da administração interna vão distraindo as atenções, enquanto os casos importantes ficam esquecidos: no país da filigrana, habituamo-nos a gostar das coisas pequeninas!
José Cavalheiro
ASSINE GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA
Opinião
8/08/2026
Opinião
8/08/2026
Opinião
8/08/2026
Opinião
5/08/2026