08/11/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido Social Democrata
OPINIÃO POLÍTICA
Por Miguel Pereira (Presidente do Partido Social Democrata de Paços de Ferreira)
No próximo dia 6 de novembro, Paços de Ferreira assinala 190 anos de história. Uma história construída por gerações de pessoas que trabalharam, investiram e acreditaram em Paços de Ferreira. Um concelho que soube afirmar-se, sobretudo, pela sua indústria, pelo empreendedorismo e pela capacidade de transformar dificuldades em oportunidades.
É precisamente por respeito a esse percurso que importa olhar para o caminho que estamos a seguir. Nos últimos 13 anos, a gestão socialista parece ter trocado a ambição de desenvolver o concelho pela preocupação de gerir o dia a dia. Onde antes existia uma estratégia, onde se discutia a captação de empresas, a criação de emprego, a aproximação do ensino superior ao território e o reforço da competitividade da nossa economia, hoje parece prevalecer uma política de pequenas respostas, apoios pontuais e muita preocupação com o imediato. Mas deve ser, só esse, o papel de um agente público? Deve ser, só esse, o papel de um político eleito para governar a nossa terra?
Não se trata de desvalorizar o apoio a quem mais precisa. Esse tem de ser sempre assegurado, contudo, trata-se de perceber que a verdadeira responsabilidade de uma autarquia é também criar condições para que as pessoas deixem de precisar desse apoio. Dar ferramentas para crescer, em vez de alimentar dependências. Investir na capacidade das pessoas, em vez de as manter dependentes da capacidade de resposta da Câmara ou doutra entidade.

Talvez seja mais simples governar ao ritmo da próxima eleição do que assumir uma estratégia para os próximos dez anos. Mas os 190 anos da nossa história não podem ser celebrados com uma visão tão curta. O nosso concelho merece ambição, um projeto renovado e uma liderança capaz de voltar a mobilizar empresas, instituições e pessoas.
E, neste contexto, após um ano de mandato, e aquando das comemorações dos nossos 190 anos, era importante que o Presidente de Câmara dissesse aquilo que tem feito, aquilo que tem planeado e/ou projetado para o nosso concelho? Qui ça, uma oportunidade para nos dizer aquilo que tem planeado para resolver o problema da mobilidade interna no nosso concelho. Ficamos a aguardar.
Não posso terminar esta reflexão sobre o 6 de novembro sem recordar o saudoso M6N, que em 2013 abriu caminho à chegada do Partido Socialista à Câmara Municipal. Sem ironias, reconheço que muitas das reivindicações que então mobilizaram esse movimento parecem, num futuro próximo, recuperar toda a sua pertinência. Por isso, estou certo de que o M6N será chamado, uma vez mais, a defender os interesses dos pacenses e a lutar pela justiça que então reclamava. Resta saber se estará à altura desse compromisso ou se, afinal, a sua intervenção tinha sobretudo um propósito político.
Viva a nossa terra! Viva o 6 de Novembro!
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