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Gazeta Paços de Ferreira

02/12/2023, 0:00 h

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Um caminho de autodescoberta

Cultura

CULTURA

A mística dos Caminhos de Santiago de Compostela.

Por Cláudia Pereira (Espaço Ocupar)

CULTURA

 

 

No passado mês de outubro saí de casa apenas com uma mochila de 5kg que carreguei durante 10 dias, para os quais aventurei-me a explorar os caminhos de Santiago de Compostela, pela costa.

Dizem que os caminhos são como chamamentos, senti que aquele era o momento exato para me lançar neste desafio como uma prova de superação.

Quando comecei foi um mix de sensações, o medo do desconhecido com a vontade frenética de explorar e de seguir todas aquelas setas amarelas.

Ir ao sabor do vento, deixar as coisas fluírem, não ter nada planeado, esquecer o tempo e apenas caminhar.

Ser brindada com paisagens deslumbrantes, com o som tranquilizante do mar, momentos esses que se tornaram únicos, pelo modo como a paisagem nos comove.

“Nunca estamos sozinhos”, era talvez a frase que mais ouvia, e que fazia todo o sentido!

Pelo caminho tive a oportunidade de cruzar-me com outros peregrinos que tinham o seu propósito, que partilharam comigo as suas histórias de vida e lições fantásticas que quero que perdurem na minha memória.

A maioria queria fugir da realidade sedentária que tantas vezes nos sufoca, queriam aprender a criar tempo de silêncio para puder escutar com atenção o que a vida quer dizer.

Quantas vezes temos dificuldade em parar, abrandar o ritmo ou até mesmo mudar a direção por medo de sair da zona de conforto?

É preciso estas pausas, uma introspeção para que possamos sair ainda mais fortalecidos.

É um caminho diário, cuidar de nós, dos nossos pensamentos.

Só quando somos realmente amor para nós mesmos, é que podemos ser amor para os outros.

O caminho fez-me refletir que devemos ter consciência de que estamos todos a querer chegar a algum lado, cada um com as suas dores e as suas feridas, com a sua maneira de ver e de viver a vida e cada um a dar o melhor que consegue.

O caminho permitiu-me dar um sentido maior à própria existência e à simplicidade do momento presente, que é o que verdadeiramente importa.

E nunca se esqueçam: o amor é o caminho.


 

 

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