20/06/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Sílvia Azevedo (Presidente MS-ID Paços de Ferreira)
Num país onde muitos jovens continuam sem conseguir planear o futuro por falta de segurança no emprego, estas medidas parecem caminhar no sentido contrário ao que o país necessita, ou seja, mais habitação, melhores salários, mais formação, melhores serviços de saúde, educação e projetos de capacitação e inclusão.
Os trabalhadores precisam de salários dignos, estabilidade e proteção laboral. Precisam de condições para construir projetos de vida e não de mecanismos que enfraqueçam a sua posição perante o mercado de trabalho. E o Estado tem de ser capaz de criar essas condições para as empresas e para os trabalhadores. Esta proposta não resolve o principal problema do mercado de trabalho em Portugal, que sofre sobretudo de baixos salários, fraca produtividade e dificuldade em reter talento qualificado. A seguir, apresenta a proposta de criação da Prestação Social Única que me levanta sérias preocupações. A possibilidade de condicionar apoios sociais à realização de trabalho comunitário corre o risco de estigmatizar quem já vive situações de maior vulnerabilidade, ignorando as múltiplas causas da pobreza e da exclusão social. Essa visão ignora realidades complexas como o desemprego involuntário, a doença, a exclusão social, a baixa escolaridade ou a insuficiência de oportunidades em determinados territórios. Estou certa de que a maioria das pessoas que recorre a apoios sociais não procura dependência.
Cuidado!!!! O progresso constrói-se investindo nas pessoas, não fragilizando os seus direitos!!!!
Portugal precisa de reformas, mas de reformas que reforcem a justiça social, valorizem o trabalho, capacitem as empresas e as instituições para pagarem melhor e assim proteger quem mais necessita.
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