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Gazeta Paços de Ferreira

03/07/2026, 16:42 h

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Prevenir, o verbo esquecido

Opinião Política

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A prevenção não pode ser um gesto pontal e efémero: tem de ser uma cultura.

Perante uma nova vaga de calor será tempo de nos perguntarmos o que fizemos para evitar as suas consequências.

 

Tenho uma casa com portadas interiores que há 40 anos já foi construída com isolamento térmico reforçado.

 

Apesar disso fui melhorando o isolamento ao longo do tempo: isolamento externo (capoto), vidros duplos atérmicos, janelas duplas,  uma videira que no Inverno deixa passar todo o sol e no Verão  faz sombra na grande janela da sala virada a sul, estores exteriores nas janelas do mesmo lado, na marquise uma bandeira fixa que passou a basculante e permite a saída do ar quente,   e recentemente uma persiana elétrica que protege do sol uma grande claraboia.

 

Assim o ar condicionado só pontualmente é necessário.

 

Pequenos investimentos melhoram o conforto no Inverno e no Verão e evitam desperdícios de energia. A prevenção não pode ser um gesto pontal e efémero: tem de ser uma cultura.

 

Cada vez mais queremos respostas imediatas para os problemas, delegando no Estado a sua resolução, como agora os abrigos térmicos,  esquecendo-nos que “Quem vai ao mar avia-se em terra”; não é isso que tenho visto á minha volta…

José Cavalheiro

 

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