18/04/2026, 0:00 h
8
Atualidade Opinião Ricardo Neto
OPINIÃO
Por Ricardo Jorge Neto
No pináculo, de todo este movimento, está o líder da nação norte-americana Donald Trump. Tal como Narciso, que se achava o ser mais belo do mundo, Donald Trump chama a si toda a sua magnificência, achando-se o ser mais poderoso e inteligente à face da Terra.
Em comum com a beleza e o poder, temos a capacidade de atração, e no caso de Narciso, como este era tão belo, fez com que muitos se apaixonassem por ele, contudo todos acabaram ignorados e renegados.
O mesmo vai acontecendo com Trump, que vai atraindo e contaminando países com o seu discurso populista, mas o resultado final é semelhante ao do belo Narciso.
Ainda recentemente a ex-procuradora geral Pam Bondi, que na audição na Câmara dos Representantes, sobre os ficheiros Epstein, defendeu Trump de forma alucinada, expressando todo o seu amor e fidelidade ao mestre republicano, viu toda a sua paixão ser rejeitada na hora de ser demitida.
E não podemos esquecer a ‘’ninfa’’ portuguesa, André Ventura, que viajou até Washington D.C. para bajular Trump, mas acabou esquecido e do lado de fora da tomada de posse do amado!
Com os acontecimentos do último mês, parece que a lenda de Narciso ainda mais se assemelha à governação de Trump, com a diferença de esta última não ser uma lenda, e ser uma dura realidade para todos…
.jpg)
Narciso sucumbiu afogado, após se atirar ao rio, de forma a encontrar o jovem belo que vira no seu reflexo. No caso do líder norte-americano, contaminado por Nethanyahu, uma espécie de Iago da peça Otelo de Shakespeare, Trump viu no Irão, o poder que lhe faltava, e num acto sem sentido, atirou-se de cabeça para o estreito de Ormuz…
Mas ao contrário do que pensara, as águas agitadas do Médio Oriente estão a engoli-lo, porque afinal o Irão é uma espécie de gato de sete vidas, que ainda está na sua terceira vida ou terceiro líder supremo!
Foi um erro colossal pensar que, matando Ali Khamenei, a vitória estaria garantida.
E tudo isto me fez lembrar a curiosa história do atleta norte-americano Jim Thorpe, que, pouco antes de entrar em prova nos Jogos Olímpicos de 1912, viu alguém roubar-lhe as sapatilhas.
O larápio pensou, que roubando-lhe as sapatilhas, também teria a vitória assegurada; contudo, Jim Thorpe foi procurar uma solução no lixo, e encontrou duas sapatilhas de tamanhos e feitios diferentes, calçou-as e venceu duas medalhas de ouro…
Ainda não sabemos quem vai vencer no final desta crise, mas já tenho uma certeza: há uma elite a ganhar muito ouro, enquanto o povo está a ficar descalço!
ASSINE A GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA
Opinião
18/04/2026
Opinião
17/04/2026
Opinião
17/04/2026
Opinião
17/04/2026