30/11/2025, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Manuel Maia
Nas últimas eleições autárquicas, focando minha atenção apenas nas eleições do Concelho de Paços de Ferreira, onde se insere minha terra natal, Seroa, os eleitores ensaiaram uma lição de sabedoria e maturidade política ao votarem nos partidos do centro, fugindo assim aos extremismos. É importante que, doravante, os eleitores mantenham tal postura, dizendo, claramente, sem rodeios, mas com muita convicção, que os extremistas, nesta terra, não têm lugar e, como tal: “não passam nem passarão”, porque já não convencem ninguém. Sim, os extremistas só convencem as pessoas incapazes de compreender, discernir ou julgar, os que sofrem de iliteracia política, os que são completamente analfabetos. E assim sendo, se deixam facilmente embalar pelo “canto das sereias”.
Os Pacenses já perceberam que o Poder, sem Moral e sem Ética, gera violência. Basta olhar o mundo à nossa volta. Vivemos um tempo em que a ordem internacional se fragiliza entre guerras, populismos baratos e desilusões. Faltam-nos humanistas. Políticos que coloquem o Homem no centro das atenções. A segurança global só é possível com base na dignidade humana, no primado do Direito Nacional e Internacional. Aquele repercute-se na coesão do povo português, e este, na cooperação entre civilizações. É muito melindroso o tema das imigrações. Até porque não podemos esquecer que fomos e somos um país de emigrantes. Para mim torna-se impossível escrever textos deste teor, sem ter como pano de fundo o que se passa na Ucránia e na Faixa de Gaza, onde a utilização da força é usada sem legitimidade. O futuro do mundo constrói-se com Justiça. Ora, numa era em que a tentação autocrática cresce e a diplomacia se fragiliza, a Justiça é um legado que importa conhecer, preservar e aplicar. Caso contrário, tudo resvala para a degradação dos valores humanistas/humanitários. Logo, para a degradação do ser-humano. Tenho batido nesta tecla desde 1976, altura em que comecei a escrever nos periódicos da nossa Terra. Os textos estão aí para quem os quiser consultar. Lembro-me do Dr. José Ribeiro me ter convidado para escrever, logo a partir do primeiro nº de “O PACENSE”. Respondi-lhe que poderia contar comigo, mas só depois de ler o editorial do primeiro exemplar. Li. E como lá insinuava que seria um “jornal defensor intransigente dos valores da nossa Terra”. Aceitei.

Mas, não quero “perder o fio à meada”. Assim, retomando o tema explícito no título, direi que, politicamente falando, é lastimoso o estado das coisas em que nos encontramos. Tudo roça a burla quando se fazem coisas à revelia da população. Quando se fazem obras por ajuste directo, por exemplo. Não podemos confundir maioria absoluta com poder absoluto. Nada mais errado do que este tipo de confusão. Espero que os pacenses estejam calejados. E que os Presidentes eleitos tenham capacidade e bom senso, para negociar com a oposição. PS e PSD são dois partidos democratas, logo, estão “condenados” a entenderem-se, porque ambos querem o bem dos pacenses. Neste sentido, estou convicto que o diálogo e entendimento será um facto, sem barreiras, nem obstáculos.
PS – Nos tempos que correm, a globalização diz-nos que é tão importante a política que se pratica dentro de portas como a que se expande para além dos nossos muros. Neste momento vivo na Póvoa de Varzim, mas sempre com Paços de Ferreira e Seroa no coração. O actual Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Dr. Paulo Ferreira, naturalmente que se lembra de um ano antes da covid, a meu convite, ter recebido no Mosteiro de Ferreira um grupo de pessoas da Lions Clube da Póvoa. Pessoas com forte capacidade de investimento. Nessa ocasião soprei-lhe ao ouvido que formulasse um convite para a Feira da Capital do Móvel, ao que ele em “boca pequena” me respondeu que nesse ano a referida Feira se iria realizar fora de portas, não me lembro se no Porto (Alfândega) ou em Lisboa. E que eu os poderia convidar para a Feira Medieval. Não convidei porque os poveiros têm na freguesia de Terroso uma Citânia da mesma igualha que a nossa de Sanfins. E, como tal, Feiras Medievais é o que não falta por ali.
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