23/06/2026, 21:08 h
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OPINIÂO
A reduzida participação dos militantes do PSD na reeleição de Montenegro e a tendência das ultimas sondagens mostram aquilo que a história há muito nos ensina: quando o centro direita faz conceções importantes à extrema direita acaba por ser vítima dessa estratégia.
Depois de fracassar no cumprimento das suas promessas eleitorais na Saúde depois do fracasso no problema da Habitação, o governo insiste em “modernizar” as leis laborais . A ilusão de que seria o Chega a salvar o pacote foi mais uma perceção falhada.
Para percebermos o embuste do pacote laboral bastava constatar que os impactos que a Inteligência Artificial já está a ter, e que serão devastadores, não são minimamente acautelados na proposta nova legislação do trabalho.
Apostar na precariedade do emprego seria apostar na emigração; atacar os imigrantes, quando simplesmente não há mão de obra disponível para muitas tarefas, seria atacar a economia, gerar insatisfação social e afundar o PSD e também o Chega.
Esta conduta irracional lembra-me um episódio em África, em que ao caminhar por um carreiro vejo um gato a recuar de forma tão estranha que instintivamente parei: verifiquei então que o animal estava hipnotizado por uma cobra venenosa, possivelmente a naja moçambicana; e se o gato se salvou, Montenegro pode agora não ter a mesma sorte quando a serpente é da espécie do Chega, e os militantes do PSD estão sentados a assistir ao espetáculo.
José Cavalheiro
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