04/07/2026, 10:09 h
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Opinião Opinião Politica Partido Comunista CRISTIANO RIBEIRO
OPINIÃO POLÍTICA
Por Cristiano Ribeiro (Médico e Militante do PCP)
O Acordo aparece "embrulhado" com uma aparente e favorável liberalização do comércio. França, Polónia, Irlanda, Áustria e Hungria votam contra.
Organizações de agricultores desses países manifestam-se contra, em defesa do rendimento dos seus associados. Em Portugal a CNA está contra, mas a organização dos agrários, a CAP, é a favor.
Mas qual a situação atual?
A UE exporta para os países do Mercosul automóveis, têxteis, maquinaria, vestuário, produtos farmacêuticos. Pretende importar, sem tarifas, carne de bovinos, aves, cereais (milho e arroz), e afirma poder exportar com o Acordo mais azeite, vinho, frutas e queijos.

O bolo global das transações entre os dois polos é de 27 mil milhões de euros. Portugal, por exemplo, exporta 623 milhões de euros (75% para o Brasil) e importa 834 milhões de euros.
Quem beneficia com o Acordo? As grandes multinacionais, o agronegócio dos dois lados do Atlântico.
Quem sai prejudicado? O rendimento dos pequenos e médios agricultores, sem fixação de preços mínimos para produtos importados, sujeitos à importação de produtos agrícolas abaixo do custo de produção.
Mas sobretudo há que esclarecer muito do conteúdo. O visível e o escondido.
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