19/05/2026, 14:49 h
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Saude
O objetivo apontado pelo governo de colmatar a falta de médicos de família para 1,6 milhões de pessoas recorrendo aos privados, falhou mais uma vez. Antes deste governo começar a atuar, quando tinha necessidade duma consulta médica, telefonava para a minha USF de Lagoa-Matosinhos, e dentro de menos de meia hora a chamada era devolvida e fazia a marcação, normalmente para o próprio dia.
Agora foi tudo centralizado no telefone do SNS2424, onde depois de ouvir muita música e repetir 3 vezes a minha identificação a operadores diferentes, apesar de não ser um problema agudo, fui encaminhado, não para um centro de saúde, mas para a urgência do H. Pedro Hispano.
Ou seja, o contrário do que deveria ser feito: evitar a sobrecarga das Urgências.
Entretanto o governo quer convencer-nos que nas novas USF-C, pagando a médicos no privado mais do que no serviço público, acrescido dos lucros das empresas, vamos ter um SNS mais barato e eficiente.
Porque não se estuda o que funcionava bem no Norte e se tenta corrigir o que está mal em Lisboa e Vale do Tejo, continuando a expandir as USF modelo B?
Só a agenda neoliberal oculta, em que o Estado promove interesses privados, justifica que Montenegro não substitua a ministra: porquê atacar a raposa, se esta consegue estragar a capoeira, pondo as galinhas cá fora a dar ovos de ouro?
José Cavalheiro
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