19/05/2026, 17:01 h
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OS NOSSOS NO PARLAMENTO
Por Patrícia Nascimento (Deputada do Chega na AR e Deputada Municipal)
Há outra pergunta que qualquer empresário de Paços de Ferreira também sabe responder sem hesitar: porque é tão difícil contratar gente qualificada? A resposta não está nos salários. Está na geografia.
Não é coincidência que Paços de Ferreira figure entre os municípios com o PIB per capita mais baixo da União Europeia.
Paços de Ferreira gera mais emprego do que a população residente empregada, mas tem dificuldade crescente em atrair mão-de-obra qualificada. Um designer do Porto, um gestor de Matosinhos, um técnico de Vila Nova de Gaia — nenhum deles considera seriamente trabalhar aqui se a única opção for o carro. A mobilidade não pode ser vista apenas como conforto. Porque a mobilidade também representa coesão social e competitividade.
Ao falar de mobilidade, obviamente que falo de transportes públicos. A rede de transportes para o Porto é escassa, sobrelotada em horas de ponta e é o resultado acumulado de décadas de gestão que nunca colocou a mobilidade como prioridade estratégica local. Podemos (e devemos) lutar pela linha de comboios do Vale do Sousa, mas sabemos que isso demorará anos e anos a chegar! Temos de lutar por políticas locais, relativamente rápidas, que fortaleçam a relação de Paços de Ferreira com o mundo.

É precisamente aqui que a evidência científica identifica o investimento como transformador para regiões periféricas — e é precisamente o que este executivo nunca exigiu com determinação às tutelas regionais e nacionais.
A importância de combater as assimetrias socioeconómicas entre o Tâmega e Sousa e o Grande Porto é reconhecida até nos documentos oficiais de planeamento regional. Toda a gente sabe o problema. O que falta é um executivo local que o trate como emergente — e não como um projeto que está há anos no papel, para discursos que agora ficam bem!
Os pacenses precisam e merecem mais do que discursos bonitos, merecem uma visão estratégica com foco nas necessidades do presente e do futuro do concelho!
O comércio local sente esta necessidade. Uma ligação rápida, direta e digna ao Porto traria consumidores que hoje nem equacionam vir até cá. Criaria fluxo no centro da cidade.... Fluxo gera consumo, consumo gera emprego, emprego gera receita fiscal — e receita fiscal paga serviços públicos melhores!
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