Por
Gazeta Paços de Ferreira

09/06/2024, 20:43 h

364

Citânia de Sanfins Bicampeão da Taça Capital do Móvel

Munícipio Desporto Futebol CITÂNIA SANFINS FC SC FREAMUNDE

SC Freamunde vs Citânia de Sanfins FC, 1-1

O marcador não sofreu alterações e o jogo seguiu para as grandes penalidades.

DESPORTO

 

SC Freamunde vs Citânia de Sanfins FC, 1-1

Citânia de Sanfins Bicampeão da Taça Capital do Móvel

 

Taça Capital do Móvel

Final

SC Freamunde, 1 – SC Freamunde, 1

Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira

 

SC Freamunde: Leitão, Joni, Carlos Tiago, Guga (Rui, 45’), Bruno (Tiago Pereira, 45’), Edu Santos, Paulo Ferreira (Ribeiro, 67’), Rafa (TL, 81’), Cardoso, Bruno e Mica (João Leão, 81’).

Treinador: Igor Maias

Citânia de Sanfins FC: Vítor Feltes, Vítor Leão, Xicão, Pedro Fernandes, Pedro Sousa, Vaqueiro, Igor (Tiago Ribeiro, 84’), Babacar Djassi, Paulinho (Joel, 59’), Tiago Leão e Pedro Moreira (Ivis, 59’)

Treinador: Nino

 

Ao intervalo: 1-1

Marcadores: Mica (16’); Pedro Moreira (31’)

 

A festa do futebol distrital concelhio teve a sua final entre o experiente Citânia de Sanfins, campeão em título, e uma jovem equipa do SC Freamunde, que alinhou, durante toda a competição com a equipa sub19, com o apoio de alguns elementos da equipa sénior que, ao mesmo tempo, disputavam a fase de apuramento de campeão da II Divisão da AF Porto.

 

Dos quinze convocados do Citânia para esta final, oito passaram pelo SC Freamunde: Vítor Leão; Xicão; Pedro Fernandes; Paulinho; Vaqueiro; Igor; Tiago Leão e Tiago Ribeiro. Do lado do SC Freamunde, Rui, Carlos Tiago, Pedro Cardoso e Bruno contam com passagens pelo Citânia, com este último a ter iniciado a presente temporada no clube que agora defrontou.

 

O jogo iniciou com o SC Freamunde a bater à porta do golo. Pela esquerda, Bruno deixou para Paulo Ferreira, o médio colocou a bola no espaço e encontrou Bruno Monteiro. O lateral esquerdo ficou em boa posição para inaugurar o marcador, mas o remate foi à malha lateral.

 

O Citânia, na primeira vez que conseguiu chegar perto da área adversária, também criou algum perigo. Tiago Leão tirou um cruzamento muito chegado à baliza e Leitão, por segurança, socou para canto.

 

A esquerda do SC Freamunde voltou a criar perigo ainda antes dos 10 minutos. Desta vez foi Cardoso a combinar com Paulo Ferreira, o médio voltou a deixar o lateral Bruno com algum espaço. O jovem da formação freamundense cruzou, mas com muita força. Pouco depois, o mesmo Bruno tirou novo cruzamento e quase surpreendia Vítor Feltes. A bola acabou por sair chegada à baliza e bateu na trave.

 

 

Os primeiros minutos deram para entender que o SC Freamunde queria ter bola e dominar o jogo com ela. A equipa saía a jogar curto, com Edu a baixar para o meio dos centrais na saída de bola. Paulo Ferreira fazia a ligação entre o meio campo e o ataque. Bruno e Cardoso faziam movimentos da linha para o meio, abrindo espaço para a subida dos laterais. 

Do lado do Citânia, o futebol era mais pragmático. A equipa de Sanfins procurava jogar no erro do adversário e lançar bolas longas para Pedro Moreira e Paulinho explorarem as costas da defesa subida adversária. Com bola, o Citânia conseguia chegar com mais critério à área adversária, quando Vaqueiro tinha tempo de procurar colegas entre linhas e Igor, com muita chegada à área, apoiava Pedro Moreira.

 

Ainda assim, foi através de uma bola longa que o SC Freamunde conquistou a oportunidade para abrir o marcador. Cardoso, na direita, viu Bruno a desmarcar-se do lado contrário e virou o flanco. Bruno recebeu, entrou na área e tentou driblar Vítor Feltes. O guarda-redes derrubou o extremo freamundense e o árbitro não hesitou em assinalar a grande penalidade. Na conversão, Mica não falhou e fez o primeiro golo da tarde. Desta forma, o ponta de lança de 17 anos, conseguiu marcar em todos os jogos do torneio.

 

O Sanfins esteve perto da igualdade aos 20’. Vítor Leão bateu o canto ao primeiro poste, Tiago Leão desviou para o segundo e Xicão, solto, rematou para uma boa defesa de Leitão. A bola ficou na pequena área, e, num lance confuso, a equipa do Citânia consegue fazer golo, prontamente anulado por falta atacante.

 

 

O SC Freamunde consegue nova oportunidade de golo através do Cardoso. Pedro Fernandes vê a sua tentativa de passe longo ser interceptada por Bruno. O extremo do Freamunde inicia o contra ataque e passa para Cardoso, que usa a sua velocidade para ultrapassar Xicão. Pedro Fernandes consegue recuperar para tentar importunar a ação de Cardoso. O homem do Freamunde consegue o remate, mas Vítor Feltes, bem posicionado, defende a dois tempos.

 

O Citânia chegou ao empate ao minuto 31. O Freamunde perdeu a bola a meio campo, Vaqueiro deixou para Igor, o médio passou a Paulinho e procurou juntar-se rapidamente aos homens da frente. Paulinho, num passe muito bom, colocou a bola em Tiago Leão. O extremo cruzou para a entrada da pequena área, onde estava Igor, que falhou o toque final. Ainda assim, mesmo sem intenção, o desvio de Igor acabou por ser uma assistência para Pedro Moreira, que na luta com Joni, acabou levar a melhor e fazer a bola entrar na baliza.

 

O golo do empate chegou numa altura em que o Citânia procurava afirmar-se no encontro e acabou por ter um domínio nos últimos minutos da primeira parte. Depois do golo sofrido, o Freamunde passou pelo seu pior momento do jogo. A linha defensiva ficou algo intranquila e o Citânia teve boas oportunidades.

 

Logo depois do golo sofrido, a equipa freamundense teve uma boa oportunidade por Bruno. O extremo, ex Citânia, trabalhou bem na direita, puxou para o meio e rematou forte. Vítor Feltes opôs-se com eficácia.

 

Do lado do Citânia, aos 35’, Guga hesitou na saída de bola, Paulinho conseguiu recuperar e iniciar o contra ataque com o apoio de Igor. Paulo Ferreira, em missão defensiva, resolveu a situação.

 

 

 

Aos 42’, em mais uma das suas boas longas, o Citânia ficou a centímetros do golo. Vítor Leão, de pé esquerdo, colocou em Pedro Moreira, que recebeu de peito entre os centrais. A receção orientada deixou a defesa para trás, Leitão saiu para fechar o ângulo para a baliza, mas foi ultrapassado por Pedro Moreira que conseguiu rematar. A bola ia na direção da baliza, mas apareceu Joni a evitar um golo certo.

 

 


 

O intervalo chegou com um empate no marcador e uma divisão no domínio do encontro. O Freamunde começou melhor e o Citânia conseguiu equilibrar por volta do meio da primeira parte até ao intervalo.

Para a segunda parte, o Freamunde entrou com Rui e Tiago Pereira, para os lugares de Guga e Bruno e, desta forma, recuperou a solidez perdida após o golo sofrido.

 

O cansaço tomou conta do jogo e a qualidade do futebol praticado caiu. Baixou a intensidade e as oportunidades junto das balizas também foram menos. É de realçar que o campeonato da Divisão de Elite terminou há cerca de um mês e a equipa do Citânia apenas compete nesta competição desde então, tal como a equipa de sub19 do SC Freamunde, grande aposta do clube para este torneio concelhio. Os seniores utilizados pelos freamundenses já levam mais de 35 jogos na temporada e vêm de uma fase final de apuramento de campeão.


 

Só nos últimos vinte minutos é que o jogo aqueceu mais um pouco. Aos 70, Bubacar Djassi rematou à figura de Leitão. Aos 71’, Cardoso coloca a bola na área na cobrança de um livre e Mica cabeceia colocado e Vítor Feltes, atento, agarrou a bola.

 

Aos 86’, o Freamunde tem uma grande oportunidade para se colocar em vantagem. João Leão, irmão de Vítor e Tiago, adversários neste jogo, consegue ter espaço na esquerda, serviu Cardoso que, à entrada da área, rematou de primeira para uma boa defesa de Vítor Feltes

.

O Freamunde foi a equipa que mais procurou o golo nos minutos finais, com Tiago Pereira sempre muito solicitado a subir pelo lado esquerdo. Cardoso, Edu e Bruno foram os mais inconformados e tentaram, a todo o custo, resolver o jogo nos 90 minutos.

 

O marcador não sofreu alterações e o jogo seguiu para as grandes penalidades. Cardoso e Xicão marcaram a abrir. Bruno marcou também, mas Vaqueiro mandou por cima e deixou o Freamunde em vantagem. Contudo, Rui viu Vítor Feltes defender o seu penalti e Tiago Leão voltou a deixar tudo empatado. Edu marcou e Tiago Ribeiro permitiu a defesa a Leitão. TL tinha a vitória do Freamunde nos pés, mas Vítor Feltes foi herói e voltou a defender. Pedro Fernandes marcou e levou a série de penaltis para a morte súbita. Vítor Feltes defendeu com as pernas o penalti de Tiago Pereira e Vítor Leão contou com a ajuda do poste para marcar e dar a vitória ao Citânia de Sanfins.

 

DECLARAÇÕES FINAIS

 

Bruno Pinto, jogador do SC Freamunde

Visivelmente desiludido pelo resultado, Bruno Pinto considerou que o Freamunde merecia mais. “Acho que fomos superiores durante todo o jogo”, disse. O extremo admite que faltou “um bocadinho de frieza” para finalizar as oportunidades conseguidas.

Sobre a queda nas grandes penalidades, o jogador diz ter faltado “um pouco de confiança”. “Os penaltis não são só sorte”, referiu.

O melhor jogador do Freamunde, nesta final, já olha para o futuro. “O pensamento do Freamunde é aquele a que esta direção se propôs: estabilidade para subir degrau a degrau”, concluiu.

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Igor Maias, treinador SC Freamunde

Igor Maias, elemento da equipa técnica de Mauro Silva, foi o treinador da equipa, nesta final, devido a indisponibilidade do treinador principal. O treinador partilha da opinião de Bruno Pinto. “Nós tivemos as melhores oportunidades”, disse antes de se mostrar orgulhoso daquilo que a equipa mostrou em campo. “Iniciámos o jogo com dois sub19, três sub18… é de louvar estes miúdos”, referiu. Igor Maias reforçou que o projeto do clube é “potenciar jogadores da formação” e que este jogo permitiu que todos vissem “o potencial da equipa de juniores”.

Sobre a derrota nos penaltis, mais concretamente sobre o 5º penalti, que daria a vitória ao Freamunde, Igor Maias valorizou a atitude de TL (Tomás Leal). “O jogador que marca o 5º penalti é um miúdo que é sub18, ou seja, com 17 anos e tem a coragem, o caráter e a responsabilidade de assumir que ia bater o último penalti. E isso não é para qualquer jogador. É para jogadores com muito caráter e que têm tudo para terem sucesso”, referiu.

Na opinião do treinador, esta derrota, apenas nas grandes penalidades, “valoriza muito” o trabalho que tem sido feito na formação freamundense. Igor Maias deixa elogios à estrutura e aos treinadores da formação do clube pelo apoio e agradece ao mister Mauro Silva, bem como à restante equipa técnica, composta por André Leão, Pedro Costa e mister Paulo, pelo trabalho desenvolvido nesta época. “O futuro do Freamunde está na formação e estamos a potenciar isso”, conclui.

 

Nino, treinador do Citânia de Sanfins FC

De opinião contrária aos elementos do SC Freamunde, Nino considera que “o resultado é justo”, dado que “nos 90 minutos, nenhuma equipa foi superior à outra”.

Para o treinador, a grande diferença, nesta fina, foi o ritmo de jogo de ambas as equipas. “Estamos parados há um mês e o Freamunde está em competição. Isso notou-se claramente”, considerou. Esse fator trouxe “algumas dificuldades” à equipa que, “fisicamente não esteve à altura”. “Conseguimos, com algumas dificuldades, levar o jogo para penaltis e aí fomos mais felizes”, referiu.

Satisfeito pelo resultado, Nino mostrou-se, também, satisfeito pela tarde de futebol que se viveu, em Paços de Ferreira. “O que dá para tirar deste jogo é um jogo bem disputado, muito equilibrado, e acima de tudo, um jogo digno de se ver”, admitiu o treinador que deixou elogios a “duas equipas que deram tudo para ganhar” e uma equipa de arbitragem que “controlou o jogo a seu belo prazer”.

Nino falou ainda de um “orgulho para o concelho, que conseguiu juntar os clubes todos”, num torneio “com algumas falhas”, assumidas pelo próprio município.

Em jeito de balanço, o treinador do Citânia não esconde que esta vitória não “salva” a época da equipa. “Logicamente que este torneio não nos vai livrar de entendermos que a época não foi positiva”, admitiu. Ainda assim, Nino consegue retirar aspetos positivos da temporada. “Foi o primeiro ano em que o Citânia esteve na Elite e, em condições normais, não descíamos de divisão”, referiu, em referência à reformulação dos campeonatos, que ocorrerá na próxima época.

“Tínhamos outros objetivos, pensávamos que íamos conseguir. Tivemos momentos muito altos, muito bons em que tivemos perto de o conseguir. Depois, aconteceram coisas que não pudemos controlar, que por um fator ou outro, a equipa desligou-se um bocadinho, mas mesmo assim considero que foi uma época positiva para o primeiro ano que estivemos nesta divisão”, concluiu.

 

Vaqueiro, jogador do Citânia de Sanfins FC

Até ao início desta temporada, Vaqueiro só sabia o que era representar o SC Freamunde. Quis o destino, e o emparelhamento da Taça Capital do Móvel, que Vaqueiro defrontasse o seu clube de sempre, nesta final. “Apesar de ser para um torneio, um torneio do concelho, é sempre especial jogar contra a equipa pela qual joguei durantes muitos anos”, admitiu o jogador. Ainda assim, Vaqueiro mostrou-se satisfeito pela vitória. “Queríamos ganhar e foi o que conseguimos fazer. Cumprimos o objetivo”.

Em relação às dificuldades sentidas durante o jogo, Vaqueiro partilha da opinião do seu treinador. “Já parámos há um mês e o Freamunde continuou em competição”, referiu. Os jovens da formação freamunde são jogadores “com qualidade” e o cansaço, principalmente na segunda parte, tornou o jogo “difícil”.

Sobre a vitória nos penaltis, Vaqueiro elogiou a força mental da sua equipa, que esteve duas vezes em desvantagem e conseguiu sair vencedora e referiu que a juventude dos atletas freamundenses pode ter tido algum peso no desfecho das grandes penalidades. “Nos penaltis é sempre complicado”, apontou.

 

 

 

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