04/05/2026, 14:42 h
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OS NOSSOS NO PARLAMENTO
Por Humberto Brito (Deputado à Assembleia da República pelo Partido Socialista)
Estamos a falar de mais de 350 mil pessoas. De mais de 30 mil empresas que operam em setores estratégicos - calçado, mobiliário, têxtil e vestuário, metalomecânica - e de um volume de faturação superior a 8 mil milhões de euros.
Sem mobilidade, não há desenvolvimento. Sem transporte público eficiente, os trabalhadores perdem horas, as empresas perdem competitividade e os jovens saem.
A Linha do Vale do Sousa não é um projeto de luxo. É uma necessidade imperiosa.
O projeto está inscrito no Plano Nacional de Investimentos 2030. Os estudos de viabilidade técnica e ambiental foram adjudicados pela Infraestruturas de Portugal já em março de 2024. O caminho estava traçado. E então? Ficamos todos com a ideia que o atual Governo da AD o meteu na gaveta.

Na Assembleia da República, perguntei ao Ministro das Infraestruturas o que estava a fazer com este projeto. A resposta foi vaga, escudada em estudos e calendários indefinidos. Disse-lhe com clareza: mais importante que o estudo é a decisão política que é preciso tomar. O senhor Ministro não me estava a responder a mim enquanto deputado — estava a responder a toda a população que sabe que isto é uma necessidade real e efetiva.
A concretização desta linha ligaria Felgueiras ao Porto em 51 minutos. Aproximaria jovens das universidades. Aproximaria trabalhadores dos seus postos. Aproximaria a região do país. Isso tem um nome: coesão territorial. E coesão territorial não é uma expressão de relatório europeu - é uma escolha política. Ou se faz, ou não se faz.
A Paços de Ferreira, a Lousada, a Felgueiras, a Penafiel, a Paredes - a todos os concelhos que este projeto serve - deixo uma garantia: no PS não deixaremos que se esqueçam. Continuaremos a pressionar, na Assembleia da República, para que esta linha saia do papel e chegue às pessoas.
O país não se faz apenas a partir de Lisboa. Faz-se também daqui, na nossa região.
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