28/03/2026, 10:48 h
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OS NOSSOS NO PARLAMENTO
Por Patrícia Nascimento (Deputada do Chega na AR e Deputada Municipal)
No mundo islâmico, milhões de mulheres continuam sujeitas a tortura, maus-tratos, apedrejamento, formas de discriminação legal, social e cultural que seriam intoleráveis em qualquer democracia europeia.
Em vários países muçulmanos, a mulher continua a estar sujeita à tutela masculina, a restrições da sua liberdade, desigualdade no casamento, no divórcio, na herança e na custódia dos filhos (quando isto é permitido). Em alguns casos, a sua presença no espaço público é condicionada, a sua autonomia é limitada e a sua dignidade depende de normas que favorecem sistematicamente o homem.
O caso do Afeganistão é extremo da questão, mas não é o único. Há sociedades onde a mulher continua a valer menos perante a lei, onde o seu corpo, a sua voz e a sua liberdade são alvo de controlo permanente por parte do homem. E é aqui que entra a hipocrisia das elites ocidentais, nomeadamente de alguns partidos de esquerda em Portugal, que preferem o relativismo cultural à clareza moral, já condenaram a repressão no Irão e no Afeganistão, sempre prontos a denunciar desigualdades, mas subitamente no debate publico, surgem prudentes quando a opressão feminina surge associada ao Islão.... Ora, os direitos das mulheres ou são universais, ou não passam de uma conveniência ideológica.

Se tivermos a coragem de olhar para o nosso umbigo, também na Europa (e neste caso em Portugal) temos problemas que deveríamos resolver, em matérias de direito da mulher. Em 2024 as mulheres na União Europeia ganharam, em média, menos 11,1% por hora do que os homens. Sabemos que a mulher continua a suportar uma parte desproporcionada da vida doméstica, da educação dos filhos e da organização familiar, ao mesmo tempo que lhe é exigido rendimento no trabalho, no casamento, na vida familiar...
No mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, deveríamos meter a mão na consciência e reconhecer que defender a dignidade feminina exige também reconhecer o valor da mulher no trabalho, família e vida pública. E exige afirmar, sem cobardia, que nenhuma religião, tradição ou costume pode justificar a sua submissão.
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