19/07/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido Social Democrata
OPINIÃO POLÍTICA
Por Miguel Pereira (Presidente do Partido Social Democrata de Paços de Ferreira)
Como seria expectável, voltaram as acusações ao PSD, voltaram as tentativas de reescrever a história e voltou a estratégia política que o PS utiliza sempre que precisa de desviar atenções daquilo que verdadeiramente importa: explicar o que fez durante os últimos treze anos em que governa Paços de Ferreira.
No PSD nunca fugimos ao debate. Nunca recusamos discutir decisões do passado, porque quem exerce funções públicas deve estar sempre disponível para prestar contas. Mas essa disponibilidade não pode servir para que o PS continue a utilizar o passado como cortina de fumo para tudo o que é a sua ação.
A verdade política é simples. Em 2013, o PS assumiu a liderança do Município. A partir desse momento, passou a ter todas as condições para definir uma estratégia diferente para o concelho e, também, para a PFR Invest. Se entendia que a empresa tinha problemas, competia-lhe resolvê-los. Se considerava que o modelo não era o mais adequado, competia-lhe apresentar outro. Se existiam ativos com potencial para promover o desenvolvimento económico do concelho, competia-lhe valorizá-los. E, foi tudo isto que o PS nunca quis fazer.
Durante anos, optou pelo caminho mais fácil, deixando a empresa definhar, abandonando qualquer estratégia de valorização dos seus ativos e manter sempre um argumento político de recurso. Enquanto nada se fazia, bastava dizer que a culpa era do PSD. Isso bastava na lógica de um partido que se preocupa muito mais com o resultado da próxima eleição, do que com o desenvolvimento do concelho.

Ao longo destes anos perderam-se oportunidades que dificilmente serão recuperadas. O concelho desperdiçou a possibilidade de potenciar milhares de metros quadrados de solo industrial que poderiam ter servido para captar investimento, criar emprego, gerar riqueza e reforçar a competitividade de Paços de Ferreira.
Em vez de arregaçar mangas e trabalhar, o PS escolheu a passividade.
E quando os resultados dessa opção se tornaram evidentes, fez aquilo que sempre faz: procurou um culpado no passado pela 1001 vez. Mas tudo bem, porque neste concelho, não haverá um único amigo ou amiga que não saiba o que o PS diz há 13 anos seguidos, quando algo corre mal: “A culpa é do PSD”.
Haja paciência e criatividade socialista para mudar o enredo desta história.
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