01/03/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido CDS/PP
OPINIÃO POLÍTICA
Por Óscar Leal (Militante do CDS de Paços de Ferreira)
Vitória indiscutível e com o maior resultado que um candidato presidencial teve na nossa história. Portanto, não existem dúvidas e só esperamos que faça um excelente mandato e que seja efectivamente o presidente de todos os portugueses e não se deixe influenciar pela síndrome Jorge Sampaio, que foi claramente o presidente de uma parte dos portugueses e depois vimos o resultado disso mesmo.
Na nossa opinião já não existem em Portugal presidentes carismáticos e com visão de futuro há muitos anos.
Mas deixemos o passado e falemos do presente e futuro.
O presidente eleito Sr. António José Seguro só o foi devido ao facto de o outro candidato, Sr. André Ventura ter a chamada “taxa de rejeição” nos níveis mais altos, que já se viram em Portugal.
“Algo errado não está certo”. Nunca uma expressão popular teve tanta aplicação numas eleições presidenciais.
Senão vejamos: votaram no AJS pessoas duma esquerda moderada do PS, da esquerda radical PCP e BE, a IL e até, pasme-se, o PSD e, eventualmente, o CDS.
Ou seja, o AJS só é presidente, porque era o menos mau ou porque as pessoas resolveram prescindir de todos os seus princípios, de esquerda ou de direita, e votar no AJS.

Quem pode estar sossegado ou satisfeito com uma vitória nestas condições? Se calhar estão.
Tem mérito? Tem sim senhor. Principalmente, por, sem se dar por isso, ter derrotado todos os outros candidatos de direita e esquerda, ter conseguido assim partir para a 2ª volta com a quase garantia de vitória e, acima de tudo, de ter “comido de cebolada” (é só mais uma expressão muito utilizada) todos os partidos e “obrigado” todos a votar nele, mesmo sem acharem que seria um bom presidente.
Extraordinário!
A história um dia far-lhe-á a devida vénia, não por ter ganho as eleições, mas por ter sido da forma que foi.
Achamos que não fomos inteiramente justos, quando dissemos a expressão “comido de cebolada” todos os partidos, pois não nos podemos esquecer do partido Chega.
Esses mantiveram-se fiéis ao seu líder e votaram em massa.
Continua…
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