01/02/2026, 22:17 h
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Responder com prontidão às necessidades imperiosas dos envolvidos.
Cristiano Ribeiro
A natureza tem um poder indiscutivel a que o ser humano se mostra muitas vezes impotente. A tempestade Kristin teve um efeito avassalador, destruindo espaços florestais, infra-estruturas, casas e unidades industriais da Região Centro. A vida de centenas de milhar de portugueses foi severamente interrompida com cortes na eletricidade, na distribuição de água, nas comunicações, no trabalho diário.
Perante o quadro grave existente, temos de concluir que só o povo ( e aqui incluo as comunidades locais, as autarquias e a Proteção Civil) tem sido capaz de responder com prontidão às necessidades imperiosas dos envolvidos.
O Estado central atual não responde com a urgência e a qualidade exigiveis. Falta o planeamento, o conhecimento, o empenhamento na implementação de medidas de emergência. Nada disto surpreende.
Vivemos na lógica do Estado minimo. Vivemos na lógica da privatização da EDP, da GALP, das redes de comunicação. Vivemos na lógica da "municipalização" de funções essenciais, municipalização sem recursos e no papel. Vivemos na lógica de umas Forças Armadas, mais vocacionadas para o exterior do que para tarefas no espaço nacional. Vivemos com um governo limitado e incapaz, sem chama nem brio.
CR
Opinião
1/02/2026
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