17/04/2026, 10:12 h
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OPINIÃO
Especializado no auto elogio, Luis Montenegro veio dizer, sem se rir, que agora “temos impostos em mínimos e serviços máximos”.
Sobre os tais serviços públicos, dois exemplos demonstram que estamos perante mais uma perceção errada do primeiro ministro:
Matosinhos, com cerca de 200.000 habitantes, tem um edifício contruído de raiz para serviços públicos. Tinha uma repartição de finanças a funcionar normalmente; actualmente essa repartição nem sequer tem Tesouraria, obrigando os utentes a deslocarem-se 6 km para S Mamede, onde a Tesouraria funciona…mas só de manhã!
No Porto, dizem-me que o esvaziamento destas repartições está também a causar grandes problemas aos contribuintes.
Quanto ao Instituto de Mobilidade e Transportes-IMT, regularizar um problema com a carta de condução, que não pôde ser tratado on line, obrigaria a enfrentar uma fila de cerca de 40 pessoas só para agendar o serviço, situação que foi de imediato resolvida recorrendo a uma escola de condução e pagando, “por fora”, o serviço que o IMT não consegue assegurar de forma decente.
Se existem máximos serão de lentidão, não de rapidez e qualidade. Quando a cegueira ideológica permite reduzir tanto os serviços público que o Estado nem sequer é capaz de receber de forma eficiente as suas receitas, a narrativa do primeiro ministro é uma ficção que a realidade desmente.
Sr primeiro ministro: por favor compre outro espelho, porque o seu está muito defeituoso!
José Cavalheiro 13/4
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