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Gazeta Paços de Ferreira

22/04/2026, 18:00 h

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Painéis nos telhados

Munícipio Diversos Atualidade Social

A U E propõe medidas para a energia.

Enquanto o negócio de “comprar” a custo zero se mantiver, e as grandes empresas de energia não investirem mais em estabilizadores de potencia, como as do Alto Tâmega-Gouvães/Daivões, os tubarões continuarão a engordar, o aproveitamento racional do edificado desprezado, as arvores substituídas por novos campos de painéis, e o pequeno produtor esbulhado todos os dias de alguns quilowatts hora.

A U E propõe medidas para a energia. Uma boa ocasião para discutir publicamente a política de proteção aos grandes investidores nas renováveis.

 

 

Se houvesse uma estratégia nacional, seria lógico começar por usar ao máximo as coberturas dos edifícios em vez de ocupar mais solo com “plantações” de painéis solares. Quem quisesse investir na energia solar podia acrescentar, a custos marginais, mais alguns painéis, vender facilmente à rede o que não consumia durante o dia, tendo assim uma compensação pelo investimento.

 

 

Mas na realidade o que sucede? Se a potência dos painéis for inferior a 4 KW, basta declarar a instalação, mas todos os excedentes são normalmente entregues de borla à rede, comprometendo o interesse do investimento. Pior, se a potência instalada for superior a 4 KW a legislação atual impõe a instalação de mais um contador, pagar todos os meses por um cartão, e, se se pretender vender a energia injetada na rede, é necessário registar-se nas Finanças e passar recibos!

 

 

Enquanto o negócio de “comprar” a custo zero se mantiver, e as grandes empresas de energia não investirem mais em estabilizadores de potencia, como as do Alto Tâmega-Gouvães/Daivões, os tubarões continuarão a engordar, o aproveitamento racional do edificado desprezado, as arvores substituídas por novos campos de painéis, e o pequeno produtor esbulhado todos os dias de alguns quilowatts hora.

 

José Cavalheiro

 

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