24/10/2026, 9:15 h
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Desporto Futebol Opinião Pedro Queirós
DESPORTO
Por Pedro Queirós
Se o devia ter feito? Publicamente, não. Se disse alguma mentira? Também não. O Manchester United está em constante “reset”. Recentemente, o problema era a teimosia de Rúben Amorim em manter o sistema de três centrais. Numa das piores fases da época, quer a nível de calendário, quer a nível de lesões, o treinador também mandou uma farpa à direção e acabou despedido. Chegou Michael Carrick, que era só para ser interino, mas assinou em definitivo. Meio ano depois, é o treinador com pior arranque dos últimos 40 anos.
O campeão Arsenal, com a renovação confirmada de Mikel Arteta, e correndo tudo dentro da normalidade, terá três treinadores em 30 anos (Arsène Wenger, Unai Emery e Mikel Arteta). O Manchester United só desde a saída de Alex Fergunson, em 2013, teve, a contar com interinos, treze treinadores. José Mourinho, o último a ter sucesso significativo por lá, e já em 2017, disse que o segundo lugar obtido no campeonato com aquela equipa era o maior feito na sua carreira. É exagerado, mas não anda longe da realidade.
Vemos permanentemente as equipas a definirem um projeto, uma linha… a construir uma base de sustento para o futuro. O Manchester United, um dos grandes do futebol mundial, vai vivendo ao sabor do vento. Hoje foi assim, amanhã logo se vê.
Vejamos… a defesa do Manchester United é medíocre há anos. Em comparação com os anos dourados da equipa, qualquer um dos nomes atuais é inferior e muito. Consta-se que Carrick pediu para o setor ser reforçado no último mercado. Resultado: chegaram Baleba; Tielemans e Andrey Santos. Três médios. Da equipa que acabou a última época, desse setor, só saiu Casemiro. Defesas nem vê-los… nada de planeamento, nada de projeto, nada de ouvir as necessidades do treinador.

A direção, essa, entretem-se com projetos do novo estádio e vai lucrando com as novas zonas VIP criadas para experiências premium no estádio atual.
No meio disto tudo, Bruno Fernandes ainda conseguiu bater o recorde de assistências da Premier League… e ainda há quem o aponte com responsável pelas constantes auto sabotagens da equipa. Está claramente num nível acima do restante da equipa, mas começa a ser notório que é um ciclo que se está a fechar.
Já chega ao ponto dos jogadores se manifestarem publicamente contra a direção, dizerem aquilo que toda a gente vê. Mas não será certamente por parte dos jogadores que se vai mudar a direção…
O Manchester United não é um gigante adormecido. É um gigante reformado. Hibernou na sua grandeza e não parece ter vontade nem estar perto de acordar.
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