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Gazeta Paços de Ferreira

03/09/2023, 0:00 h

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O BEIJO DA DESGRAÇA...

Opinião Celina Pereira

Alguém quis tirar proveito de um momento tão lindo e histórico para a seleção feminina, que tinha de ser recordado pela negativa e não pela grande conquista da mulher no futebol.

Por Celina Pereira

OPINIÃO

 

 

O polémico beijo que Luis Rubiales deu em Jenni Hermoso tem feito correr muita tinta e muita indignação.

 

 

Num momento de grande emoção, euforia e entusiasmo, Rubiales deu um beijo na boca de Jenni, beijo esse que ele diz ser “espontâneo e consentido” ao ser acusado de um ato de agressão sexual.

 

 

Relativamente ao consentido, não me parece que tenha tido o consentimento da rapariga, porque ele não teve sequer tempo de pedir autorização para o fazer. Efetivamente foi um beijo espontâneo dado no calor de emoção.

 

 

Eu acredito na inocência daquele beijo, mesmo por ser tão espontâneo, acredito que foi mesmo reflexo de um momento de muita alegria, muita emoção, muita euforia e muita cumplicidade, nada tendo de malicia quanto mais ser considerado agressão sexual.

 

 

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Em tantas vezes que vi na televisão o momento do beijo, nota-se que aquele “bico”, como dizem em Espanha, transformou-se num duro ataque de pura maldade, onde não existia. Alguém quis tirar proveito de um momento tão lindo e histórico para a seleção feminina, que tinha de ser recordado pela negativa e não pela grande conquista da mulher no futebol.

 

 

Sei que, como mulher, a minha opinião vai ser condenada por muitos, mas é a minha opinião e não vou estar com falsos moralismos ou a fazer julgamentos para ficar bem na opinião alheia. E chamar àquele beijo agressão sexual, a meu ver, é um completo disparate. É de uma malvadez, falso pudor, falso moralismo e falso feminismo.

 

 

Há tanta violência sexual não punida, desde olhares provocadores, o chamado “comer com os olhos”, um simples cumprimento de mãos se tornar numa caricia mal intencionada, um cumprimentar com beijo na face e desviado, claro a parecer acidental, mas propositado no canto da boca… tanto poderíamos dizer sobre uma leve violência sexual, de que não se fala, mas bem pensada e cheia de intenção sexual.

 

 

O mundo do futebol é de homens, pensam os sexistas, por isso um momento de glória no futebol feminino teria de ser estragado, nem que fosse por um beijo, que só não pode ser comparado ao beijo de Judas, porque, para o seu autor, foi o beijo da sua própria desgraça.

 

 

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