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Gazeta Paços de Ferreira

28/04/2023, 0:00 h

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JESUS NO JAPÃO

Destaque Opinião Ricardo Neto

OPINIÃO

Segundo a lenda narrada em Shingo, Jesus terá chegado ao Japão com 21 anos, e tornou-se discípulo dum grande mestre, perto do Monte Fuji, e aí ficou a aprender até aos 30 anos.

Jesus no Japão

Não, não vou escrever sobre uma eventual transferência dum treinador para o Nagoya Grampus, ou sobre um hipotético Jesus, que terá nascido nas ilhas nipónicas. Vou escrever sobre Jesus de Nazaré, o galileu que revolucionou o mundo há dois mil anos, com uma mensagem, que ainda hoje continua por entender.


Dos Evangelhos, sabemos que existe um hiato temporal na vida de Jesus, entre os 12 e os 30 anos, e esta falta de informação, levou ao surgimento de várias especulações.

Muitas delas apontam para uma peregrinação realizada pelo Messias nesse período, em busca de erudição em certas regiões do mundo como a Índia, Pérsia, China, Tibete, Inglaterra, e Japão.

Em cada um destes lugares, Jesus terá convivido com reis, sábios e homens santos, absorvendo conhecimentos doutras religiões e tradições de outros povos.

Depois terá voltado, e iniciado a sua vida pública na Judeia, segundo a narrativa das escrituras, que na crença cristã, levaram Jesus à morte e à ressurreição. Mas para outras religiões, esta história teve outros finais.

Na Índia, Yus Asaf, que se julga ser Jesus, terá escapado à cruz, e regressou a Srinagar, onde viveu até aos 120 anos, sendo conhecido e venerado pelos seus milagres.

Outros dizem que ele ressuscitou, e foi para a América, onde continuou a sua missão salvífica, registada no livro de Mórmon. Mas entre estas e outras histórias, de fundamento frágil, que são contadas, há uma que difere de todas, pelo seu caracter simples e humano… falo da lenda japonesa.


No alto dum monte, na aldeia japonesa de Shingo, existe um túmulo dedicado a um pregador, que se fixou ali como cultivador de alho, há dois mil anos atrás. Nessa aldeia, ele é conhecido por Daitenku Taro Jurai, e dizem ser Jesus Cristo. E tudo isto se deve ao achamento dum manuscrito, em 1936, que relata os episódios da vida de Cristo entre a Judeia e o Japão, e que termina com a menção de Shingo, como a morada do seu descanso eterno.

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Segundo a lenda narrada em Shingo, Jesus terá chegado ao Japão com 21 anos, e tornou-se discípulo dum grande mestre, perto do Monte Fuji, e aí ficou a aprender até aos 30 anos.

Depois partiu para a Judeia, mas os seus ensinamentos não foram bem recebidos, e foi condenado à morte. Mas na hora da sua morte, ele terá trocado de lugar com um seu irmão chamado Isukiri, e fugiu com duas lembranças: uma orelha do seu irmão e um punhado de cabelos da sua mãe.

 De regresso ao Japão, terá conhecido uma mulher chamada Miyuko, com quem teve 3 filhos. A sua vida foi muito simples, e era conhecido como um homem bondoso. Estava sempre pronto ajudar, alimentava os famintos, e nunca fez milagres!


Hoje em dia, ainda existem descendentes de Daitenku Taro Jurai naquelas terras, e apesar do cristianismo ser residual no Japão, o seu túmulo é visitado por mais de 20 000 pessoas por ano!

O que me levou a contar esta história de pouca veracidade, é a forma como a lenda procurou definir uma continuidade terrena para Jesus.

Ao contrário doutras histórias, que dão um seguimento ao filho de Deus com o poder de curar maleitas, multiplicar alimentos, expulsar demónios, etc… nesta lenda de Shingo, Jesus nem um simples copo de água, ele transformou em saquê, para seu merecido prazer!

Pode ser apenas uma lenda, mas traduz perfeitamente a mensagem que Jesus quis transmitir. Se Jesus permanecesse na Terra, acredito que quereria viver assim, sendo um simples cultivador de alho, cuidador da sua família, bondoso com todos, sempre pronto a ajudar, dando o que tinha, e esforçando-se para dar o que não tinha.


Sim, Ele quereria viver da forma que ele ensinou: amando o próximo!

Ricardo Jorge Neto

 

 

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