26/04/2026, 0:00 h
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Opinião Opinião Politica Partido Social Democrata
OPINIÃO POLÍTICA
Por Miguel Pereira (Presidente do Partido Social Democrata de Paços de Ferreira)
O centro da cidade de Paços de Ferreira continua sem um parque de estacionamento público capaz de dar resposta às necessidades. Em pleno século XXI, ainda se recorre a terrenos em terra, cedidos por privados, como solução improvisada. Isto não é planeamento, é remendo. E pior, da parte da autarquia não se ouve um reconhecimento claro desta dificuldade, nem se vê uma estratégia concreta para a resolver.
Entretanto, fruto do forte investimento privado na construção de novos edifícios e fogos habitacionais, o concelho enfrenta uma perspetiva real de crescimento populacional nos próximos tempos. Mais pessoas significam mais carros, mais pressão sobre as infraestruturas e sobre os serviços públicos. A pergunta impõe-se: está Paços de Ferreira preparado para este aumento de exigência?
A verdade é que, nos últimos anos, não se construiu uma resposta estrutural. Não surgiram novas vias capazes de aliviar o tráfego, não se criaram novas centralidades que organizem o território, não houve a capacidade de antecipar aquilo que hoje já é evidente.
E quando não se prepara o futuro, ele acaba por nos cair em cima.
A um agente público não basta aparecer em fotografias, repetir que as pessoas estão primeiro ou “bater no peito” por uma paixão que é de todos nós - o amor à nossa terra. É preciso trabalho, visão e decisões concretas.

Durante demasiado tempo, optou-se por adiar, por gerir o imediato, por deixar andar. E hoje vemos o resultado: um concelho mais pressionado, menos funcional e sem uma estratégia clara para responder ao que aí vem. E não, desta vez, por respeito à nossa terra, nem vale a pena fazer comparações com os concelhos vizinhos para perceber o atraso acumulado pois ele é visível no dia a dia de quem cá vive.
Nesta semana em que celebramos a Revolução de 25 de Abril de 1974, importa lembrar que o progresso não se faz com discursos nem com desculpas. Faz-se com visão, com coragem e, sobretudo, com obra feita no presente. O presente não se constrói com revisões seletivas do passado.
Com muita urgência e com alguns anos de atraso, Paços de Ferreira precisa de planeamento sério, de investimento em infraestruturas e de uma liderança capaz de antecipar problemas, em vez de continuar a correr atrás deles. Nos próximos três anos e meio, caberá ao Presidente da Câmara Municipal provar que consegue dar essa resposta com projetos claros, planeados e com resultados concretos.
Deste lado, o PSD está a fazer o seu caminho: atento, ao lado das pessoas, preparado e com uma visão jovem e clara para o futuro do concelho. Governar é ter a audácia de projetar e a coragem de concretizar!
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