09/04/2026, 0:00 h
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Destaque Editorial Álvaro Neto
EDITORIAL
Por Álvaro Neto (Diretor da Gazeta de Paços de Ferreira)
Durante os últimos anos, sempre ou quase sempre, que a oposição social-democrata pusesse em causa as opções políticas do executivo socialista, era certo e sabido que este trazia à colação “a pesada herança” deixada em 2013 pela gestão social democrata e, assim se passavam longos períodos de oratória, quase a confundirem-se com a homilias do padre João e a convidarem os “desgraçados” dos ouvintes a saírem lá para fora, para apanharem o ar fresco.
Essa gestão social democrata era, indubitavelmente, merecedora de críticas, pela sua leviandade em ter feito crescer a dívida, mas, já agora, não ficaria mal reconhecer-lhe a utilidade do emprego que lhe era dado, para o desenvolvimento do concelho
Muita dessa dívida surgiu das vias circundantes do concelho, dos estabelecimentos escolares, ironicamente, muito criticados pelas excessivas dimensões, que vieram, anos mais tarde, a permitir a ampla instalação das creches; do Vamos Aprender a Nadar e do pioneiro sistema de apoio aos clubes desportivos, entre outras matérias relevantes.
Recentemente, a polémica muito agressiva surgiu em sentido contrário, mas também com forte dose de ironia: a acusação de ocultação de uma condenação do município a pagar uma dívida à CGD, contraída pela PFR/Invest, quando dirigida por gente social democrata, no âmbito do processo de insolvência desta empresa municipal.
E como se vê, andam os nossos deputados e vereadores, eleitos para resolver os problemas que se colocam às populações, entretidos com assuntos do passado.
O alegado “pé na poça” de um simples presidente de Junta, ao calçar dois chinelos simultaneamente, foi motivo para intensa troca panfletária, a lembrar outros tempos da luta contra a Ditadura.
Mas – atenção – há cenas muito positivas nestes confrontos: as duas formações políticas rivalizam na forma e na intensidade de comunicar com os munícipes. (Palmas)
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