02/08/2026, 0:00 h
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OPINIÃO
Por Célia Carneiro (Presidente de Mulheres Social Democratas de Paços de Ferreira)
A resposta é simples, não. O desporto é um dos investimentos públicos e sociais com maior retorno. Cada euro aplicado na promoção da atividade física traduz-se, a médio e longo prazo, em menos doença, mais qualidade de vida, melhor desempenho escolar, maior produtividade e comunidades mais coesas.
Quando uma criança entra num clube desportivo, não aprende apenas uma modalidade. Aprende disciplina, respeito, trabalho em equipa, capacidade de superar derrotas e confiança para enfrentar desafios. Valores que a acompanham muito para além das quatro linhas de um campo ou de um pavilhão.
Também os adultos e os seniores beneficiam desta aposta. A prática regular de exercício físico reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, ansiedade e depressão, contribuindo para um envelhecimento mais saudável e ativo.
Investir no desporto é, por isso, uma das formas mais inteligentes de investir na saúde pública. Mas há outra dimensão frequentemente esquecida. O desporto dinamiza a economia local. Os clubes movimentam comércio, criam emprego, atraem visitantes e dão vida às freguesias. Um torneio, uma prova ou um evento desportivo representam muito mais do que competição, significam oportunidades para a restauração, hotelaria, comércio e serviços.
Em concelhos como Paços de Ferreira, onde o associativismo é uma das maiores riquezas da nossa comunidade, apoiar o desporto é reconhecer o trabalho incansável de centenas de dirigentes, treinadores e voluntários que, diariamente, dedicam tempo e energia à formação dos nossos jovens.

Naturalmente, os recursos públicos são limitados e exigem responsabilidade. Mas é precisamente por isso que importa investir onde o retorno é maior.
O desporto não deve ser visto como um custo a suportar, mas como uma estratégia para prevenir problemas futuros e construir uma sociedade mais saudável, mais unida e mais preparada.
O verdadeiro desperdício não está em apoiar o desporto. Está em ignorar o seu impacto e pagar, anos mais tarde, a fatura da inatividade, da doença e da falta de oportunidades para as novas gerações.
Investir no desporto é, acima de tudo, investir nas pessoas. E dificilmente existirá um investimento mais seguro do que esse.
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