Por
Gazeta Paços de Ferreira

03/05/2026, 0:00 h

29

CRISE DE FÉ

Manuel Maia Opinião Religião

OPINIÃO

Quando falo em “crise de fé”, refiro-me aos verdadeiros Cristãos e não aos Católicos, Apostólicos, Romanos. São pessoas muito diferentes. Com atitudes, comportamentos e modos de ser, agir e pensar muito diferentes. Uns, professam o Cristianismo. Os outros, o catolicismo romano. Só os Cristãos têm “crises de fé”. Os Católicos limitam-se a imitar os Cristãos. Para a maioria dos Católicos, a Igreja não é senão uma “passerelle”, onde exibem suas vaidades. Para quem quiser aprofundar estas questões aconselho a leitura de “CONVERSAS COM ANSELMO BORGES”. Adiante, saberão quem ele é.

Por Manuel Maia

 

Há cerca de um ano fui atacado por uma “crise de fé”. Quem é que nunca foi? Não é preciso ir muito longe. Basta ver, ouvir e ler as notícias. Todos os dias há crimes de guerra; crimes de violência doméstica, e crimes de pedofilia. E se um crime de pedofilia repugna, os que são praticados por padres repugnam muito mais. Isto pode não afectar os Católicos, mas afecta, grandemente, qualquer Cristão.

 

Foi inserido neste campo de acção que há cerca de meio ano me dirigi à Drª Amância, Vereadora Municipal com o pelouro da Educação, para darmos início a uma série de conferências/debates com prelados de alto gabarito. Eu próprio, tinha começado a gizar a grelha de assuntos a tratar. Desta faziam parte o Pe. Anselmo Borges, ilustre Prof. Doutor de Filosofia e Religião da Universidade de Coimbra. Este Sr. Padre disse-me um dia, sem papas na língua, que o grande mal da nossa Religião é haver muitos padres Católicos, mas pouco Cristãos.

 

 

 

 

Outro grande prelado que eu tinha debaixo d´olho era o Padre Guilherme Peixoto um padre Católico, da Arquidiocese de Braga e DJ de música electrónica, conhecido mundialmente por combinar a sua vocação religiosa com “techno” para transmitir mensagens de fé e esperança. Tornou-se viral ao actuar na Jornada Mundial da Juventude, (J.M.J)  em 2023, para cerca de 1,5 milhões de pessoas. Mistura o seu “techno” com mensagens de paz, amor e religião. Conheci-o como Tenente Coronel/Capelão no “quartel” da Póvoa de Varzim. Faz parte do “Grupo das Terças-feiras” do qual sou confrade.

 

Aos poucos a minha “crise” foi passando (será que criamos habituação?) e eu desalentado, desistindo. E porquê? Primeiro, porque, entretanto, se intrometeram as eleições autárquicas. Conheço bem os Acordos ou Tratado de Latrão celebrado entre o Papa Pio XI e Mussolini, pai do Partido Fascista, em Itália. E também conheço as relações promíscuas entre Pio XII e Adolf Hitler. Como não estou, minimamente, interessado em promover movimentos de índole fascista, desisti. Mas um dia, se me der na real gana, vociferei sobre isto, ou seja, sobre esta mútua dependência: Religião/Política. Para tal, não preciso ir muito longe. Vejo este vergonhoso relacionamento da minha casa.

 

Segundo, não me parece que “a gente da minha terra” tenha suficiente abertura de espírito, isto é, esteja minimamente preparada, culturalmente, para assimilar seja o que for. Culpo o anterior Vereador da Cultura por não ter aceitado a oferta que lhe fizemos, propondo trazer para Paços de Ferreira a Associação de Escritores, Jornalistas e Artistas do Vale do Sousa (AEJAVAS). E, pelo contrário, deu ouvidos a quem é contra Associações Culturais. Logo quem é contra o desenvolvimento sócio/cultural da nossa terra. É por estas e por outras que o nosso Concelho é o mais atrasado de todo o Vale do Sousa, e, talvez, de todo o distrito do Porto.

 

 

ASSINE A GAZETA DE PAÇOS DE FERREIRA

Opinião

Opinião

CXLIX – Pela Segurança Interna

3/05/2026

Opinião

CRISE DE FÉ

3/05/2026

Opinião

O "Imposto do Ar": O Assalto ao Bolso dos Emigrantes

2/05/2026

Opinião

Guerra, paz e consciência cristã - NOVOS TEMPOS

2/05/2026