Vamos supor que sou vidente, astrólogo, adivinho, e que vocês acreditam em mim.

Nesse caso, perguntem-me: o que acontecerá em 2021?

Sabe-se que, para o comum dos mortais, não há resposta possível, porque o futuro a Deus pertence, porém a mim, dotado do poder de interpretar as cartas e as conjugações astrais, os próximos doze meses surgem com a nitidez da água cristalina que jorra das frescas fontes das montanhas.

Assim, neste ato solene de desvendar o futuro não serei, seguramente, como aqueles tiromantes indocumentados que previram um 2020 pleno de festas, passeios e liberdades de movimento, tudo coisas boas, e depois bastou surgir um bichinho minúsculo, e foi o que se viu.

Não.

Para o meu vaticínio, analisei detalhadamente a posição dos astros, os possíveis efeitos dos cometas na sua travessia do espaço sideral, a propensão das cartas de Tarô para augurarem momentos bons ou maus.

E eis o que de tudo isto resulta.

O ano de 2021 começou numa data ímpar e em data ímpar terminará, facto que se verifica há vários séculos sem interrupção.

Dir-me-ão que tal não é relevante, pois nada de anormal pressagia, sendo, por isso, de ignorar a coincidência.

Mas é precisamente nessa ausência de anormalidades que reside a importância do facto, pois, constatando que o início e o fim da temporada em análise vão acontecer como de costume, fico com a certeza de baterem certo as minhas previsões.

Comecemos, então, pela política.

No presente ano haverá eleições para a presidência da república e, apesar de a maioria da população entender que há candidatos bem melhores do que o Marcelo, acabará por dar-lhe os votos necessários para que continue a reinar.

Ainda neste campo, e dado que a idade de muitos políticos os coloca no fim do prazo de validade, é de esperar que três ou quatro dos famosos faleçam antes de os 365 dias do ano se esgotarem.

Quanto ao futebol, não se iludam os sportinguistas com a posição que ocupam na tabela nesta transição do calendário, pois, não somando eles mais pontos que os adversários no final do campeonato, teremos fortes probabilidades de consagrar de novo um campeão do Norte.

Ah! Esquecia-me que o que mais vos interessa é o que acontecerá ao maldito Covid-19, não as questões políticas ou do futebol.

Quanto a isso, digo-vos: a vacina fará o seu percurso – é garantido – mas o bandido, embora um pouco menos armado, vai continuar por aí a moer-nos a paciência.

Tenham um Bom Ano!

Joaquim Leal

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