O que querem fazer com a policia municipal?

OPINIÃO JOSÉ PINTO

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Fomos confrontados esta semana com um novo horário para os serviços da Polícia Municipal de Paços de Ferreira e a minha primeira reação a esta alteração é demasiado sarcástica para ser transcrita sem filtros. O que estão a tentar fazer aos seus profissionais é indigno e desumano. Estamos a falar de um serviço que foi criado pela autarquia com o objetivo de zelar pelos interesses dos cidadãos, nomeadamente pela segurança em espaços públicos. Lembro-me, por exemplo, das escolas que recebem as nossas crianças e da importante presença da Polícia Municipal nas imediações dos estabelecimentos de ensino para controlar o trânsito e acautelar qualquer imprevisto que pudesse acontecer no momento de saída das instalações. Ou então aos serviços prestados nas festas populares na altura do verão, através do controlo do trânsito, acompanhamentos religiosos, como procissões, e outras iniciativas sociais e culturais importantes para a nossa comunidade. Estes são pequenos exemplos de ações cívicas desenvolvidas pela Polícia Municipal e que deixarão de existir pela imposição de um horário de serviço incompreensível para o exercício das suas funções.

O horário afixado na porta das instalações da Polícia Municipal informa que, a partir deste mês de fevereiro, os serviços estarão em funcionamento entre as 9 e as 17 horas, com um período de encerramento para o almoço. Para além disso, não teremos polícia municipal ao fim-de-semana. O Sindicato Nacional dos Polícias Municipais denuncia o caso e responsabiliza a comandante pela introdução deste horário que teve a aprovação do executivo municipal. Por isso, exige-se que a sua comandante venha a público explicar os motivos da aplicação deste horário, assim como o vereador responsável pelo pelouro também tem o dever público de explicar aos munícipes o porquê de ter concordado com esta norma, incompreensível aos olhos dos cidadãos, que, diga-se, ficarão sem um serviço que tem como função zelar pelo interesse de todos.

Por fim, e não menos importante, em que situação ficarão os profissionais da Polícia Municipal com esta alteração de horário? Terão certamente uma quebra no seu rendimento mensal e isso terá repercussões negativas e graves no seio familiar de cada um, podendo mesmo levar ao desemprego de alguns dos ativos. Ou seja, esta medida está a contribuir para o aumento do desemprego no nosso concelho e sem que a autarquia venha a público explicar o que realmente se passa com a nossa Polícia Municipal. É esta a política da transparência e da equidade?

José Pinto

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