FICHA DO JOGO

CAMPEONATO DE ELITE – FASE DE PROMOÇÃO

Oitavos-Finais

SC FREAMUNDE 2 – AC VILA MEÃ 2 (3-4)

Quinta-feira, 10 de junho 2021 –17h00 – Estádio Municipal de Amarante

Freamunde: Diogo Santos; Paulo Monteiro; Henrique (João Sousa, 68’); Xicão; Moreira; Vaqueiro; Pedro Martins (Pedro Alves, 78’); Diogo Martins; Marco André; Fonseca (Migas, 68’) e Beirão (Guzman, 78’).

Treinador: Jorge Nogueira

Vila Meã: Tiago; Sissé; Seixas; Azevedo; Gustavo (Ivandro, 63’); Embaló; Mica; Vitor Hugo (Alex Porto, 73’); Parreco (Mesquita, 73’); Valdinho e Bruno Silva.

Treinador: Calica

Árbitro: João Pereira

Marcadores: Beirão (20’) e Paulo Monteiro (49’g.p.); Vitor Hugo (31’) e Alex Porto (81’g.p.)

Decisão por grandes penalidades: Valdinho (0-1); Paulo Monteiro (1-1); Alex Porto (1-2); Diogo Martins (2-2); Azevedo (2-3); Pedro Alves (3-3); Bruno Silva (4-3).

COMENTARIO

Freamunde eliminado em ‘casa’ do Vila Meã

Os dois conjuntos da serie 2 da Divisão de Elite mediram forças em campo neutro, com o Freamunde em condição de visitado.

Num jogo que decidia quem passaria em frente para continuar a sonhar pela desejada promoção ao Campeonato Nacional, os dois treinadores Jorge Nogueira do Freamunde e Calica do Vila Meã, voltaram a colocar em campo as suas equipas em máxima força.

O jogo iniciou com um Freamunde muito forte, com Diogo Martins primeiro e Moreira logo depois, quase a abrirem o marcador, nos primeiros minutos.

Freamunde dominava e ao vigésimo minuto Beirão marcou o primeiro golo da partida, e tudo corria bem para os azuis, que pareciam querer o resultado da última partida entre os dois clubes.

Contudo e de forma abrupta, o Freamunde recua no campo e deu iniciativa de jogo ao Vila Meã, que respondeu muito bem ao golo sofrido, e após iniciativa de Parreco, a bola é colocada em Vítor Hugo, solto na área, que, sem dificuldade, marcou o golo do empate.

De forma inexplicável o golo é festejado por uma enorme falange de apoio do Vila Meã presente na bancada. O Freamunde sente muito o golo e o Vila domina a partida até ao apito para o intervalo.

A segunda parte foi uma cópia da primeira, com o Freamunde a entrar muito bem, e Diogo Martins no reatar da partida, a isolar e a ser claramente derrubado por Tiago dentro da área. Grande penalidade para Paulo Monteiro converter e colocar de novo o Freamunde na frente.

O que se seguiu foi mais uma vez um recuar de linhas do Freamunde e um domínio a todo o campo do Vila Meã, com o acréscimo da pressão exercida a partir do banco e da bancada sobre o trio de arbitragem, assistindo-se a um constante pedido de faltas e de grandes penalidades.

E tanta vez se pediu, que ao minuto 80, após um balão de Mica para a área do Freamunde, Diogo Santos sai para recuperar a bola, e no salto toca em Mesquita, e João Pereira assinala penalty, num lance muito duvidoso, em que a marcação de castigo máximo é muito exagerada, mas que está muito relacionada com a pressão constante por parte do Vila Meã.

Alex Porto acabado de entrar empatou a partida. Poucos minutos depois, Seixas sem possibilidade de jogar a bola, pontapeia o rapidíssimo Guzman e acaba expulso. Mesmo com mais um elemento em campo, o Freamunde não soube superiorizar-se. Final da partida, e passagem imediata para os penalties onde o Vila Meã venceu.

Vila Meã acaba por ser um justo vencedor, tal como seria Freamunde. Um trabalho da equipa de arbitragem razoável, que pecou apenas por não ter conseguido colocar ordem nos bancos.

Uma nota negativa final para a organização do jogo, porque apesar do jogo ser de nível distrital os regulamentos e as decisões das autoridades de saúde são para cumprir, e não completamente ignorados.

O jogo, que seria da organização do SC Freamunde, terá como seu acto único de organizador o pagamento das despesas da partida.

Desde a forma como várias dezenas de pessoas do clube visitante acederam ao estádio, ao facto dum elemento do Vila Meã possuir as chaves do estádio, e ao intervalo realizar a rega do campo, é de facto muito bizarra.

Num momento em que os adeptos estão proibidos de entrar no estádio, por motivos de saúde pública, é incompreensível que o clube que jogava em casa, ter de ser deslocar vários quilómetros, ter os ser adeptos de longe a ver o jogo, enquanto o clube visitante ficou dono do estádio adversário e colocou aglomerados de adeptos a seu belo prazer na bancada, sem qualquer cumprimento das regras vigente no país, para além de se tornarem num 12º jogador, que teve muito peso na partida.

Dentro de campo venceu o Vila Meã, fora de campo perdeu a AF Porto!

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