Foram recentemente divulgados os rankings das escolas, elaborados a partir dos resultados dos exames do ensino secundário realizados em 2020.

E naturalmente reacendeu-se, mais uma vez, a polémica sobre as escolas privadas e as escolas públicas.

Foi também sem surpresa que os órgãos da comunicação social dominante tenham apresentado estes resultados como se de um qualquer campeonato futebolístico se tratasse, chegando a utilizar uma terminologia muito “própria” desse mundo, como “escolas privadas esmagadoras no topo das melhores médias”.

Não é alheia a esta forma de tratamento a “velha” luta privado/público no ensino, que ainda há tempos não muito longínquos animou o debate público sobre os contratos de associação, em que os arautos do ensino privado defendiam o seu financiamento pelo Estado em nome de uma alegada liberdade de escolha.

Ora não é possível fazer comparações nestes termos tão simplistas, pois estamos perante realidades, à partida radicalmente distintas.

Basta considerar que as escolas públicas estão vinculadas ao preceito superior da educação universal, assim devendo admitir todos os alunos, sem quaisquer condicionalidades, enquanto as escolas privadas, reservam-se o direito de admissão, e desde logo condicionam as admissões pelo factor preço/mensalidade.

Daí que as frequências sejam em termos gerais de extratos socio económicos diversos e tenham influência relevante nos pontos de partida na aprendizagem e no seu desenvolvimento.

Neste sentido, há quem considere que o ensino privado vivo numa “bolha social”.

No entanto , entendemos que ao rankings serão de alguma utilidade para estudos comparativos entre os mesmos tipos de escolas ao logo dos anos, muito embora a acentuação nos resultados dos exames deixe de lado muitos outros factores da aprendizagem e da formação humana e social dos alunos, que a escola deverá cumprir.

E também para evidenciar nas escolas factores de superação quer dos professores, quer da organização , que lhes permitem brilhar, enquanto outras se arrastam na apagada e vil mediocridade.

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